terça-feira, 16 de julho de 2013

Computação com DNA é feita dentro de células vivas

Computação com DNA é feita dentro de células vivas
Os computadores de DNA poderão ser usados para a construção de circuitos sintéticos que possam fazer uma interface direta com os ambientes celulares. [Imagem: NCSU]


Computação de DNA
Em 2011, uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia usou moléculas de DNA para realizar cálculos computacionais.
Aquele foi um passo importante rumo à computação molecular, mas tudo era feito dentro de um tubo de ensaio.
Agora, James Hemphill e Alexander Deiters, da Universidade da Carolina do Norte, também nos Estados Unidos, fizeram cálculos computacionais usando DNA no interior de uma célula viva de um mamífero.
A chamada "computação de DNA" utiliza portas lógicas como módulos para fazer cálculos a partir de entradas (inputs) biológicas.
As moléculas de DNA são emparelhadas para formar portas lógicas, e esses circuitos modulares reconhecem os dados de entrada na forma de ácidos nucleicos, produzindo os resultados de forma controlada. Os dois pesquisadores combinaram diferentes fitas de DNA acionadas pela presença de dois micro-RNAs específicos, conhecidos como miRNA-21 e miRNA-122.
No protótipo, as portas lógicas de DNA executam o cálculo correto apenas quando os dois miRNAs estão presentes. Neste caso, o circuito libera uma molécula fluorescente, que pode ser detectada facilmente pelo microscópio.
Embora sejam tipicamente lentos, os computadores de DNA poderão ser usados para a construção de circuitos sintéticos que possam fazer uma interface direta com os ambientes celulares.
Computação biológica
A aplicação natural dessa computação biológica está no desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e tratamento de doenças.
Já se demonstrou, por exemplo, que a análise das combinações de cinco fatores moleculares pode levar à destruição de células cancerosas:
O conceito é tão promissor que alguns cientistas já pensam em criar um sistema operacional para células.
A computação de DNA, contudo, até agora só havia sido demonstrada em tubos de ensaio.
"A molécula fluorescente que utilizamos em nossas portas lógicas pode ser útil como um marcador que identifica uma célula cancerosa. Ou, em vez de dirigir a porta para liberar uma molécula fluorescente na presença de determinados microRNAs, poderemos anexar agentes terapêuticos que sejam liberados para tratar a própria doença," disse Deiters.
Uma outra abordagem para a construção de computadores biológicos envolve a replicação dos componentes eletrônicos tradicionais usando moléculas, conforme foi recentemente demonstrado por pesquisadores da IBM:
Bibliografia:
DNA Computation in Mammalian Cells: MicroRNA Logic Operations
James Hemphill, Alexander Deiters
Journal of the American Chemical Society
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/ja404350s

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mirabilandia sairá do Centro de Convenções e será instalado em Paulista-PE



Investimento no novo espaço será R$ 50 milhões, sendo parte financiada pelo BNDES. Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press
Investimento no novo espaço será R$ 50 milhões,
sendo parte financiada pelo BNDES. Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press

Transferência dos brinquedos será feita a partir de janeiro de 2014 e reinauguração deve acontecer em 2015. Parque terá mais de 100 brinquedos e área para eventos



O Grupo Peixoto, responsável pelo Mirabilandia Park, anunciou na tarde de hoje que se mudará para o município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, a partir de janeiro de 2014. A nova área, localizada às margens da BR-101 Norte, fica numa propriedade na Mata do Ronca, num total de 141 hectares. Destes, 60% serão preservados, enquanto o parque será instalado no restante do terreno.

O investimento total (incluindo a aquisição da área) está previsto em R$ 50 milhões – parte financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A intenção dos empreendedores é fazer do Mirabilandia Park o maior parque de diversões do Brasil, nos próximos dez anos, com mais de 100 brinquedos instalados.

"Na primeira etapa montaremos 40 brinquedos, com previsão de inauguração em 2015. E ao longo de 10 anos chegaremos a mais de 100 equipamentos. Queremos atrair os turistas de outras regiões para cá. Também teremos uma área para eventos, uma arena de gastronomia, teatro, anfiteatro e também uma estrutura para quem quiser realizar casamentos no local", explicou José Peixoto, um dos sócios da empresa.

Os empreendedores aguardam que sejam concedidas as licenças ambientais para começarem os trabalhos necessários para receber o parque. Entre os brinquedos que serão instalados está a Sky Montain – uma montanha-russa com 60 metros de altura que aguarda há dois anos para ser montada, pois não há espaço na área externa do Centro de Convenções para recebê-la.

"Sabíamos que teríamos que nos mudar e também enfretamos problemas com a movimentação do Centro de Convenções. Em dias de feiras, principalmente, se a feira começa primeiro, prejudica o parque e se o parque abre primeiro, prejudica a feira. Nossa intenção sempre foi permanecer em Pernambuco e por isso que procuramos uma área no estado", complementou José Peixoto, revelando que o grupo chegou a comprar um outro área no Recife, para transferir os brinquedos para uma área semelhante à do Centro de Convenções – caso não conseguisse comprar o terreno considerado ideal.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Paulista, Rafael Siqueira, a instalação do parque significará um aumento de até R$ 1 milhão em arrecadação de impostos para o município. Está sendo negociada isenção de impostos municipais por 10 anos e a redução do percentual pago de Imposto Sobre Serviços (ISS) para 2%, como vantagens para a instalação do parque.

O empreendimento deve gerar 500 empregos diretos e outros mil empregos indiretos. Dos atuais 190 funcionários, apenas 40 serão aproveitados na nova estrutura. De acordo com os empresários, é possível que outros sejam remanejados para outros empreendimentos do grupo, que também trabalha com parques itinerantes.

Centro de Convenções
De acordo com o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa, com o início da transferência do Mirabilandia, em janeiro de 2014, a secretaria poderá dar andamento ao projeto de ampliação do pavilhão do Centro de Convenções e à construção do estacionamento garagem.

"Estamos na segunda fase da licitação, para realização do projeto executivo. Com a saída do parque daremos continuidade ao processo. Ainda não está definido se será construído primeiro o edifício garagem, ou ampliado o pavilhão de feiras. Também recebemos duas empresas interessadas numa possível Parceria Público-Privada; o que também não está definido ainda", explicou Feitosa.


Fonte: Dário de Pernambuco

Madeira atacada por fungos produz violino melhor que Stradivarius



Madeira atacada por fungos produz violino melhor que Stradivarius
Os blocos de madeira para fabricar os "bio-violinos" são armazenados em condições especiais para garantir que os fungos façam sua parte por inteiro.[Imagem: EMPA]
Imitação melhor que o original

Há poucos dias, engenheiros anunciaram a fabricação de clones do famoso violino Stradivarius.
Mas Francis Schwarze e seus colegas do instituto suíço EMPA fizeram mais do que isso: eles fizeram cópias melhores do que os originais.

Em um teste cego com um júri de músicos de renome internacional, o som de duas réplicas foi comparado com o som de um Stradivarius autêntico.
E os especialistas consideraram o som das réplicas superior ao do original famoso.

Violino biotecnológico

O que mais chamou a atenção para o feito foi a técnica utilizada para replicar o mais famoso violino do mundo, que não se baseou nem na arte, ou na tecnologia de fabricação, e nem na escolha da madeira.
Schwarze e seus colegas usaram a biotecnologia.

Os pesquisadores "trataram" a madeira com o fungo Physisporinus vitreus, um fungo branco associado com a decomposição de matéria orgânica.

O fungo atacou e destruiu algumas estruturas na madeira, criando um material com qualidades tonais insuperáveis - qualidades tão boas que colocaram o violino original na sombra.

O projeto foi desenvolvido em escala de laboratório, mas agora os cientistas estão trabalhando em sua padronização, de forma a criar uma rota biotecnológica que possa ser usada industrialmente para fabricar os violinos em grande escala.

Da métrica à psicologia

A padronização é importante para garantir que o tratamento fúngico da madeira produza uma qualidade tonal específica, produzindo "bio-violinos" com qualidade sistemática.

E este é um trabalho interdisciplinar, que está envolvendo vários laboratórios do EMPA.

Os pesquisadores estão medindo de forma sistemática a velocidade do som e a atenuação acústica das madeiras tratadas e não-tratadas com o fungo, de forma a estabelecer um padrão de qualidade.

Uma técnica de ultrassom está sendo adaptada para determinar em quais partes de um bloco de madeira o fungo está ativo, de forma a garantir que a madeira que irá compor cada violino tenha sofrido um "ataque completo".

Especialistas em medições ópticas estão usando suas técnicas para criar imagens que mostrem como o som se irradia dos diferentes tipos de madeira, assim como dos instrumentos prontos.

O passo final incluirá o trabalho de especialistas em psicoacústica, para tentar entender como os músicos e os ouvintes percebem a qualidade da música desses "violinos fúngicos".

Tudo valerá a pena se músicos e ouvintes puderam dispor, a preços módicos, de violinos com a qualidade dos Stradivarius ou Guarnerius.

Fonte: Inovação tecnologica

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Braskem e Cetrel inauguram sistema de reuso de água industrial na Bahia

Portal EcoD (© Copyright (c) Source Company Ltd. 2006, All Rights Reserved.)Com investimento superior a R$ 20 milhões em obras, equipamentos e tubulações, a meta na primeira fase é fornecer 500 m³ a 800 m³/h de água por hora para o Polo Industrial de Camaçari. Os recursos são provenientes do Programa de Inovação da Cetrel com apoio preponderante da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep). A iniciativa reduzirá a demanda da Braskem por recursos hídricos em, no mínimo, 4 bilhões de litros/ano.

Braskem e Cetrel inauguram sistema de reuso de água industrial na Bahia
O projeto Água Viva, considerado o maior sistema de reuso de água na indústria da Bahia, foi inaugurado na manhã de quinta-feira, 20 de dezembro, no Polo Industrial de Camaçari, região metropolitana de Camaçari. 

A iniciativa é desenvolvida em parceria pelas empresas Cetrel e Braskem, com o objetivo de possibilitar a reutilização de águas pluviais e efluentes tratados.

Com investimento superior a R$ 20 milhões em obras, equipamentos e tubulações, a meta na primeira fase é fornecer 500 m³ a 800 m³/h de água por hora para o Polo Industrial de Camaçari. Os recursos são provenientes do Programa de Inovação da Cetrel com apoio preponderante da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep).

A iniciativa reduzirá a demanda da Braskem por recursos hídricos em, no mínimo, 4 bilhões de litros/ano, podendo alcançar em anos mais chuvosos o volume de 7 bilhões de litros/ano.

 Com o novo sistema, o volume de água poupado pela Braskem em seus processos industriais será equivalente ao consumo médio diário de água potável de uma cidade com até 150 mil habitantes. “O objetivo da empresa é avançar com iniciativas que melhorem a eficiência hídrica e energética de nossos processos, otimizando a utilização deste recurso cada vez mais escasso no planeta”, afirmou Sérgio Hortélio, engenheiro responsável pelo projeto na petroquímica.

Simbiose industrial

Além da economia de água, o projeto possibilita economia de energia elétrica usada para bombeamento e na produção de insumos básicos, fundamentais para o funcionamento das indústrias do Polo. “Um projeto bem-sucedido técnica e economicamente pode ser um grande exemplo para as demais empresas do complexo que estejam querendo investir em soluções para a sustentabilidade”, analisou Hortélio.

Eduardo Pedroza, gerente de negócios na área de água da Cetrel, aponta que o Água Viva é um exemplo relevante de simbiose industrial, que tira proveito de gestão ambiental integrada em um condomínio industrial, como o Polo de Camaçari, oferecendo novas perspectivas para a eficiência na utilização dos recursos hídricos.

“Essa parceria foi um desafio econômico e se consolida como inédita também por conta do baixo custo do projeto e grande ganho para a população. Cerca de 10% de toda a água do Polo será reciclada, proporcionado menor demanda de água para fins industriais, preservando os recursos hídricos para abastecimento humano”, enumerou Eduardo Pedroza.

O projeto Água Viva é uma das ações motivadas pelo macro-objetivo de eficiência hídrica da Braskem, cuja visão é, até 2020, estabelecer a empresa como referência no uso de recursos hídricos, reutilizando 100% da água nas localidades de estresse hídrico. Colaborando para a preservação ambiental ao promover o uso mais racional dos recursos naturais, a Braskem encerrou 2011 com 18% de reutilização de água, e reduziu produção de efluentes em 36% desde a sua fundação.

Consumo colaborativo na internet: uma moda que deve pegar

Portal EcoD (© Copyright (c) Source Company Ltd. 2006, All Rights Reserved.)Quanta coisa você tem em casa que não usa mais, e às vezes nem lembra que ainda está lá? E que tal aproveitar esse Natal para compartilhar o que está de lado? E o mais fácil de tudo, sem precisar sair de casa. É o consumo colaborativo se ampliando com ajuda da tecnologia, que está tornando possível um encontro de “queros” e “tenhos”, o que era muito mais difícil antes das ferramentas da internet.


Consumo colaborativo na internet: uma moda que deve pegar
Quanta coisa você tem em casa que não usa mais e às vezes nem lembra que ainda está lá? E que tal aproveitar esse Natal para compartilhar o que está de lado? E o mais fácil de tudo: sem precisar sair de casa.

O consumo colaborativo beneficia tanto o bolso, como o meio ambiente, já que se trata de uma prática de consumo com viés sustentável, por não demandar a fabricação de novos produtos.

Isso só é possível graças às novas relações de consumo que estão sendo reinventadas pelas tecnologias de comunicação. Hoje é possível pesquisar na rede, por exemplo, se alguém que mora por perto tem uma furadeira para emprestar. Além disso, você também pode emprestar, assim como doar, alugar ou trocar.

É o consumo colaborativo se ampliando com ajuda da tecnologia, que está tornando possível um encontro de “queros” e “tenhos”, o que era muito mais difícil antes das ferramentas da internet.

O consumo colaborativo começou nos Estados Unidos em 1990, segundo o portal puc-rio digital, e atualmente já é uma febre no país. Aqui no Brasil o movimento não tem a mesma proporção, mas alguns sites já começam a se destacar oferecendo diversas opções de serviços.

O EcoD selecionou alguns direcionados apenas para troca, venda e doação para você que deseja transformar o consumo individual e desenfreado em algo do século passado.

Descolaaí

O DescolaAí é um serviço online de troca e venda de produtos e serviços entre amigos, familiares e comunidades. A quantidade de produtos é vasta e o cadastro é bem rápido, com a opção de utilização de dados do Facebook. Assim, você coloca à disposição seus produtos e serviços, que poderão ser trocados ou vendidos dentro da comunidade DescolaAí.

Dois Camelos

Direcionados apenas para trocas, o Dois camelos é um aplicativo do Facebook que tem a missão de promover o consumo consciente e ambientalmente sustentável, humano, justo e saudável.

BuscaLá

O site BuscaLá surgiu em maio de 2011 e incentiva o comércio (e o escambo) justo de produtos e serviços. A ideia é que a troca beneficie as duas partes, priorizando a utilidade em vez do mero consumismo.
Pode ser meu?

O blog Pode ser meu? é simples, permite que o interessado envie a foto do que deseja trocar e com ela as opções de troca, além de doações. Você encontra no local desde roupas e sapatos até maquiagens e brinquedos.

 

Detidos na fronteira oriental – Parte 1

Envolverde

Uma greve de fome, da qual participaram 70 imigrantes confinados em centros de detençã fortemente custodiados da Polônia, obriga o país a enfrentar suas novas responsabilidades como foco de migrações da União Europeia.


Campo de Detenção. Foto: Reprodução/Internet
Campo de Detenção. Foto: Reprodução/Internet
 Varsóvia, Polônia, 18/12/2012 – Uma greve de fome, da qual participaram 70 imigrantes confinados em centros de detenção fortemente custodiados da Polônia, obriga o país a enfrentar suas novas responsabilidades como foco de migrações da União Europeia. A Polônia tem atualmente seis centros de detenção de “imigrantes irregulares”, ou estrangeiros pegos vivendo sem documentação no país, à espera de serem deportados depois que suas solicitações de asilo foram rejeitadas, ou após serem capturados ao tentarem cruzar a fronteira para adentrar na Europa.

Estima-se que, no final do mês de outubro, havia 375 imigrantes detidos nestes centros, entre eles 33 meninos e meninas, incluídos pelo menos uma criança com idade abaixo de um ano e outras três sem a companhia de um adulto.

Cidadãos georgianos e russos de origem chechena constituem a maior parte dos imigrantes na Polônia, embora nos últimos tempos os sírios também tenham uma presença significativa nos centros de detenção. Os que fizeram a greve de fome, principalmente desses dois grupos, reclamavam melhores condições nos acampamentos, mas também questionavam o uso da detenção como meio de abordar o espinhoso assunto das migrações.

O protesto foi coordenado em quatro acampamentos: Lesznowola, Bialystok, Biala Podlaska e Przemysl. Durou poucos dias e terminou quando organizações humanitárias visitaram esses centros e prometeram trabalhar com suas autoridades para melhorar as condições de vida. Os acampamentos de detenção na Polônia funcionam vinculados à Guarda Fronteiriça Nacional desde 2008, e as condições em cada um variam amplamente.

Lesznowola, que fica em uma floresta 15 quilômetros ao sul de Varsóvia, em um ex-complexo militar, é conhecido por suas más condições. Biala Podlaska, na localidade de mesmo nome, perto da fronteira com a Bielorússia, é uma instalação moderna, construída em 2008 e financiada quase totalmente pela UE. À primeira vista, ambos não poderiam ser mais diferentes. Os estreitos corredores de Lesznowola são substituídos por espaços claros e pintados de novo em Biala Podlaska.

Os que estão à frente de Lesznowola não falam inglês e nem russo, e contrastam muito com a equipe altamente comunicativa (que também conta com tradutores) que dirige Biala Podlaska, onde pessoal vestindo uniforme circula pelos corredores exibindo sorrisos profissionais. Biala Podlaska também conta com um campo de futebol, enquanto Lesznowola tem apenas planos de construir um em parte de seu pátio de concreto cercado por muros, que terminam em cercas com arame farpado.

Mas, ao entrar em qualquer destas instituições, logo fica claro que, para os que vivem atrás das grades quase o tempo todo (menos na hora das refeições, dos exercícios e de ocasionais atividades educativas), a situação é exatamente a mesma. Ao menor som indicando que visitantes se aproximam, adultos e crianças colocam suas cabeças para fora das celas que dão para o corredor, com suas mãos e rostos colados à grade, curiosos, esperando. Mesmo uma visita comum se converte em todo um acontecimento em um lugar onde nada acontece.

Chutados “como uma bola”

A iraniana Leila Naeimi, de 36 anos, foi libertada no começo de outubro, após passar dois meses em Lesznowola, e é dura ao se referir às condições de vida no acampamento. “Por todas as partes, só se vê muros, por todo lado os guardas estão conosco e nos tratam como animais”, contou à IPS. Os detidos passam por inspeções diárias às 6h, e os guardas entram sem anunciar, acrescentou.

Naeimi, que fugiu do Irã por medo de ser levada à justiça por causa de seu ativismo pelos direitos das mulheres, disse que frequentemente era alvo de comentários sexualmente abusivos por parte dos guardas fronteiriços, tanto ao entrar na Polônia como no centro de detenção. Além disso, no acampamento, os produtos básicos de higiene nunca eram suficientes e os alimentos eram de má qualidade, destacou.

Porém, sua maior queixa tem a ver com a atitude da UE em relação aos imigrantes em geral. “Podem as pessoas enviar de um país para outro quando quiserem. Pensam que podem brincar com a vida das pessoas, como se fossem uma bola que pudessem simplesmente chutar”, afirmou. “Necessitamos de vidas normais. Não teríamos deixado nossos países se as coisas estivessem bem por lá. Tive demasiados problemas apenas por ser iraniana”, lamentou Naeimi.

Osman Rafik, paquistanês de 33 anos que falou com a IPS em Bialystok, está há oito meses no acampamento, mas decidiu não aderir à greve de fome, argumentando que seus objetivos eram mais “ambiciosos” e “diversos”. Quando se queixou das condições do acampamento, e inclusive pediu ajuda à IPS para garantir medicamentos, sua preocupação principal não era a vida cotidiana do lugar, mas a natureza arbitrária das políticas sobre migrações. “Continuam nos perguntando por que viemos para este país se somos do Paquistão, mas devem entender que não somos criminosos apenas por termos cruzado a fronteira para a Europa”, enfatizou.

Rafik prosseguiu afirmando que “gostaria de ficar na Polônia se for libertado. No final das contas, já passei quase um ano neste país, e a vida não é tão longa, as pessoas vivem, em média, cerca de 50 anos. Eles (as autoridades de imigração) já levaram um ano da minha vida”, disse. “Não podemos voltar ao Paquistão, temos problemas lá, mas as autoridades daqui não entendem e nos tratam a todos de maneira igual, tenhamos ou não problemas em nosso país”, ressaltou. Envolverde/IPS

* Este artigo é o primeiro de dois sobre imigração na União Europeia.

CSN é multada em R$ 11,6 milhões por descumprir acordo ambiental

EFE Multimedia (© Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados)O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) impôs nesta quarta-feira uma multa de R$ 11,6 milhões à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pelo descumprimento de várias medidas para o controle da poluição.

 O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) impôs nesta quarta-feira uma multa de R$ 11,6 milhões à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pelo descumprimento de várias medidas para o controle da poluição.

A siderúrgica foi sancionada por descumprir 17 dos 114 pontos previstos em um compromisso de conduta assinado com a Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro.


O acordo foi assinado após uma auditoria realizada entre setembro e dezembro de 2009 depois de um vazamento de substâncias oleosas da unidade de carboquímicos da companhia que afetou o rio Paraíba do Sul.

O secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que uma inspeção nas instalações da siderúrgica de Volta Redonda revelou que eram descumpridos 17 pontos do acordo, entre eles a construção da canalização para reduzir emissões de ferro e minerais.

Além disso, a companhia não instalou um tanque de emergência para impedir que em caso de acidentes as substâncias perigosas cheguem ao rio e não limpou áreas contaminadas que podem comprometer a qualidade das águas subterrâneas.

No entanto, o secretário destacou que a siderúrgica completou 49 dos pontos estipulados e que outra boa parte se encontra em processo.

'A CSN já é cliente. Já tinha sido multada ao longo destes anos muitas vezes em milhões de reais', declarou Minc, que qualificou de 'intolerável' a conduta da companhia. EFE

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Mudança climática acabará com as geleiras do Equador em 70 anos

EFE Multimedia (© Copyright (c) Agencia EFE, S.A. 2010, todos os direitos reservados) César Muñoz Acebes.

Reserva Ecológica Antisana (Equador), 19 dez (EFE).- As geleiras do Equador, que coroam vulcões de mais de cinco mil metros de altura, desaparecerão em 70 anos no ritmo atual de degelo causado pelo aquecimento global, o que alterará o ecossistema e o volume de água para consumo humano, segundo os especialistas.

Uma situação similar acontece no Peru, na Bolívia e na Colômbia, que compartilham com o Equador as geleiras 'tropicais' da América.

Um deles é o Antisana, um enorme pico de 5.753 metros de altura com dois cones vulcânicos por cujas quebradas descem as águas geladas que terminam na maioria das torneiras dos lares de Quito, uma cidade de 2,4 milhões de habitantes.

O previsível desaparecimento dos gelos eternos terá efeitos no frágil local ermo que o rodeia, composto de extensões de gramíneas baixas, e onde habitam espécies em risco de extinção como o urso de óculos e o condor.

A perda do líquido contido nas neves não é o grande problema, mas os efeitos da falta desse foco frio nesse ecossistema, que atua como uma esponja, ao absorver a água da chuva e do degelo, disse Jorge Núñez, especialista no Equador do Projeto de Adaptação ao Impacto do Retrocesso Acelerado de Geleiras nos Andes Tropicais (PRAA).

'Ao afetar-se os locais ermos teremos danos irreversíveis na biodiversidade e na disponibilidade de água, no armazenamento e na regulação de água', alertou Núñez.

Apenas 8% da água que desce do Antisana procede da geleira, enquanto o resto sai do local ermo, explicou María Victoria Chiriboga, diretora de Adaptação à Mudança Climática do Ministério do Meio Ambiente do Equador.

A Colômbia, assim como o Equador, tem locais ermos, mas a situação é diferente no Peru e na Bolívia, onde são poucos e onde o abastecimento de água depende mais, por isso, da precipitação e da água armazenada nas neves, disse Núñez.

O Peru concentra mais de 70% das geleiras andinas, a Bolívia 20%, enquanto Equador e Colômbia contam com 4% cada um.

Sua taxa de decréscimo depende de fatores como sua localização e tamanho, mas em geral é similar em toda a região, segundo Núñez.

O Equador perdeu 30% da massa de seus nevados nos últimos 30 anos, por isso que a este ritmo desaparecerão totalmente dentro de 70 anos, previu o especialista.

Na Bolívia o fenômeno já cobrou uma vítima, o Chacaltaya, um pico de mais de 5,4 mil metros de altura que perdeu sua camada branca em 2009.

O culpado é a mudança do clima do planeta, que hoje em dia é 0,8 graus centígrados mais quente em média que na época pré-industrial, segundo os cientistas.

No Equador a alta foi de um grau centígrado apenas nos últimos 50 anos e em alguns lugares da região andina esse alta chega a dois graus centígrados, de acordo com María Victoria.

'Não há meio humano capaz de deter o retrocesso geleiro, o que podemos fazer é trabalhar para atenuar os impactos', comentou Núñez.

E para isso é fundamental contar com dados sobre a atmosfera da alta montanha, que é muito mal conhecida nos trópicos. Para isso, os países andinos instalaram estações meteorológicas em alguns de seus nevados com apoio do PRAA e da cooperação internacional.

O Equador vigia por enquanto apenas o Antisana, onde conta com três instalações automáticas a diversas alturas e outras três menores em cima do gelo.

As estações medem o vento, a radiação solar, a altura da neve, a precipitação, a temperatura e a saturação de água do solo, que revela a capacidade de armazenamento do local ermo.

De algumas delas se vê nas manhãs claras o cone perfeito do Cotopaxi, outro vulcão cujo cume branco diminui a cada dia.

A mudança climática também minguará as colheitas na América Latina e gerará inundações e secas, segundo um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A alta da temperatura em dois graus centígrados acima do nível atual provocaria danos crescentes na região, que chegariam em 2050 a cerca de US$ 100 bilhões, de acordo com seus cálculos.

Esse dado deveria fazer com que não só os ministérios de Meio Ambiente se preocupem pelas geleiras, mas também os de Economia. EFE
cma/rsd

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Mosquito invasor ameaça ecossistema da Antártida

Inseto pode provoca deslocamento ou a extinção de espécies únicas na região, dizem cientistas britânicos.


Mosquito invasor ameaça ecossistema da Antártida
"Mosquito / AFP"
Uma espécie invasora de mosquito pode alterar drasticamente ecossistemas que, por milhões de anos, se mantiveram isolados na Antártida, revela um novo estudo.

Os mosquitos podem liberar grandes quantidades de nutrientes no solo, o que mudaria a maneira com que as espécies nativas têm vivido e evoluído, segundo um levantamento do centro de pesquisas britânico British Antarctic Survey.

A equipe acrescentou que a espécie, uma variedade conhecida como Eretmoptera murphyi, possui características que lhe permite sobreviver em condições extremas.

'O principal papel na natureza desse animal é remover o lixo. Em outras palavras, ele ajuda a decompor coisas no solo. O problema é que a densidade populacional do mosquito na área em que tal espécie foi introduzida já é responsável por remover mais lixo do que a comunidade que já se encontrava ali', explica o pesquisador Peter Convey, responsável pelo estudo.

Isto poderia significar uma mudança significativa no funcionamento do ecossistema local, acrescentou Convey.

Ecossistema ameaçado

Em entrevista à BBC, Convey disse que o principal risco é o deslocamento ou a extinção de espécies únicas que existiam naquela parte da Antártida.

O caso do Eretmoptera murphyi é apenas parte de um problema maior de espécies invasoras na Antártida.

Segundo a equipe que liderou o levantamento, cerca de 5 mil membros da comunidade científica e 30 mil turistas visitam a área a cada ano.

'O maior risco é que essas pessoas trazem consigo espécies que nunca habitaram a região. Por exemplo, se suas botas estiverem com lama, novos bichos podem depreender-se delas e colonizar a área', explica.

As espécies de mosquitos analisadas pela equipe de cientistas têm a capacidade de sobreviver em diferentes condições em toda a região, o que pode provocar um impacto amplo e duradouro.
'Se não tomarmos cuidado na forma como nos movemos, podemos nos tornar um vetor de transporte muito importante - e perigoso', disse Convey.

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Áreas protegidas argentinas se projetam para o mar

Envolverde

A Argentina está dando passos acelerados na criação de áreas marinhas protegidas.


Ilhas Malvinas, o arquipélago reclamado por Argentina e Grã-Bretanha. Foto: Divulgação/Internet
Ilhas Malvinas, o arquipélago reclamado por Argentina e Grã-Bretanha. Foto: Divulgação/Internet
 Buenos Aires, Argentina, 18/12/2012 – A Argentina está dando passos acelerados na criação de áreas marinhas protegidas. Nos últimos dez anos, este tipo de preservação em águas salgadas se estendeu, e pela primeira vez se somará à rede uma área no Oceano Atlântico. O Congresso aprovou no final de novembro a criação de dois parques costeiros em águas oceânicas na província de Santa Cruz e deu meia sanção ao projeto de criar uma área protegida em torno da meseta submarina identificada como Banco Burdwood.

Esta área, com uma diversidade biológica muito rica e alta vulnerabilidade, está localizada nas Ilhas Malvinas, o arquipélago reclamado por Argentina e Grã-Bretanha, e 150 quilômetros a leste da Ilha dos Estados, que pertence à província de Terra do Fogo. Será a primeira área protegida oceânica dentro da zona econômica exclusiva da Argentina, mas fora da área de influência jurisdicional das províncias, o significa que, devido à estrutura federal do país, ficará sob administração do Estado nacional.

A iniciativa do Banco Burdwood convocou múltiplos atores políticos, cientistas e ambientalistas, que apoiaram a ideia. O projeto foi aprovado quase por unanimidade na Câmara de Deputados e caminha para uma segura confirmação no Senado.

Com esses passos, “nos aproximamos muito do compromisso de proteger 10% dos mares até 2020”, disse à IPS a coordenadora do Programa de Áreas Protegidas da Fundação Vida Silvestre Argentina, Andrea Michelson. A ativista se referia à meta 11 do Plano Estratégico para a Diversidade Biológica 2011-2012, assinado pelos países participantes na décima Conferência das Partes (COP 10) do Convênio sobre a Diversidade Biológica, realizada em 2010 na cidade japonesa de Nagoya.

A meta é que, até 2020, pelo menos 10% das zonas marinhas e costeiras, “especialmente as que apresentam particular importância para a diversidade biológica e os serviços dos ecossistemas, estejam conservados por meio de sistemas de áreas protegidas”. A Administração de Parques Nacionais indica que, neste país, que tinha protegido apenas 0,5% de sua costa marinha em 2003, essa área aumentou em novembro para 1,8%, após a criação dos dois parques de Santa Cruz, e com o Banco Burdwood se poderá chegar a 4%.

Até agora, as áreas protegidas existentes são costeiras. Trata-se dos parques Marinho Costeiro Patagônia Austral, na província de Chubut, Monte León e os recém-criados Isla Pingüino e Makenke, todos em Santa Cruz. Contudo, com a criação da área oceânica, muito mais extensa, se avança rapidamente para alcançar as Metas de Aichi sobre diversidade, pelo nome da província japonesa em cuja capital foi assinado o Protocolo de Nagoya.

“É muito difícil chegar aos 10% sugeridos apenas com áreas costeiras, e não será tão rica e diversa a zona de proteção se não for incorporada parte do oceano”, disse Andrea, que tem grande expectativa na sanção do projeto que protege o Banco Burdwood. Para a Fundação Vida Silvestre e outras organizações ambientalistas, a criação de uma área protegida puramente marinha apresenta um enorme desafio para seu manejo, a cargo de vários órgãos estatais e ministérios, já que se trata de fazer um acompanhamento remoto de um espaço no qual intervêm múltiplos atores.

O projeto pretende dar à nova área de preservação o nome de Namuncurá, em homenagem ao indígena Ceferino, da Patagônia, morto ainda jovem, no começo do século 20, e hoje em processo de canonização. Entretanto, manterá o nome de Burdwood para o acidente geográfico, em cujo entorno se prevê um zoneamento de 34 mil quilômetros quadrados.

O biólogo Santiago Krapovickas, coordenador do Fórum para a Conservação do Mar Patagônio e 
Áreas de Influência, disse à IPS, se referindo à criação da área oceânica, que “será a primeira vez que se tenta algo assim na Argentina”. E acrescentou que “nós, que trabalhamos em conservação, estamos muito esperançosos com esta novidade, porque se trata de um sítio único no mar argentino, muito singular, pouco explorado, delicado, com espécies que ainda nem foram descritas”.

Em razão deste projeto, o Fórum, que reúne diversas organizações de Argentina, Chile, Uruguai e outras internacionais, está recopilando informação científica sobre a área para divulgar a riqueza que guardam essas profundezas marinhas. Na área em questão, há esponjas, crustáceos, tubarões, merluzas de cauda, austral e negra, pinguins de penacho amarelo e de frente dourada, variedades de albatrozes e petreles, golfinhos austrais, elefantes e lobos-marinhos, entre outras espécies.

Krapovickas explicou que a meseta submarina é rodeada por uma corrente marinha fria que vem das Ilhas Malvinas e, ao se encontrar com este obstáculo, movimenta o fundo, que é muito rico em nutrientes, gerando uma área ideal para a reprodução. Também destacou que, por ser um fundo marinho relativamente pouco profundo sobre a meseta – entre 100 e 200 metros – recebe luz solar, um fenômeno que permite o desenvolvimento do fitoplâncton, que está na base da cadeia alimentar.

O biólogo explicou que atualmente o banco não está ameaçado. Não é uma área tão apreciada para pesca, porque há outras de acesso mais fácil e porque agora os preços internacionais não justificam o esforço de captura. E acrescentou que tampouco se vê risco de exploração de hidrocarbonos, pelo menos no momento, apesar de estar perto das Malvinas, em disputa de soberania com a Grã-Bretanha, que as ocupa desde o século 20, e em torno das quais há projetos de prospecção.

Krapovickas, de todo modo, acredita que é “um bom momento” para delimitar ali uma área de proteção e paz. “É importante para a pesquisa científica, que é uma atividade pacífica e para benefício da humanidade”, enfatizou. Sobre o acompanhamento, acredita que as novas tecnologias permitirão um controle e até um programa de pesquisa realizado à distância.

“Não é preciso dispor o tempo todo de embarcações ou helicópteros, pois temos satélites, inclusive um argentino, o SAC-D Aquarius, com sensores remotos projetados especialmente para obter dados marinhos”, ressaltou. Por essa razão, a partir de agora deve-se incentivar a comunidade científica a se preparar para baixar esta informação e ter acesso a conhecimentos que permitam a melhor preservação dessa afastada área oceânica. Envolverde/IPS

 

Capital Verde Europeia de 2013, Nantes tem foco no transporte sustentável

Portal EcoD (© Copyright (c) Source Company Ltd. 2006, All Rights Reserved.)Uma cidade que estimula a redução do uso dos carros no centro urbano, a promoção do transporte público, das bicicletas e de mais qualidade de vida para os pedestres. Assim é Nantes, na França, nomeada Capital Verde Europeia de 2013.


Capital Verde Europeia de 2013, Nantes tem foco no transporte sustentável

Uma cidade que estimula a redução do uso dos carros no centro urbano, a promoção do transporte público, das bicicletas e de mais qualidade de vida para os pedestres. Assim é Nantes, na França, nomeada Capital Verde Europeia de 2013, conforme divulgaram os pesquisadores da Plataforma de Cidades Sustentáveis.

A cidade foi a primeira na França a reintroduzir os bondes elétricos de forma bem sucedida, esforço que será mantido e reforçado com o investimento para o aumento da quantidade de linhas e para a melhoria da qualidade de serviço de ônibus e de infraestrutura cicloviária.

Ambiciosa, a política de transportes mostra melhorias na redução da poluição do ar e nas emissões de CO2, principal gás de efeito estufa e vilão das mudanças climáticas. Todos os indicadores de poluição atmosférica (NO2, PM10 e O3) estão abaixo dos valores-limite. Essa política, junto a um plano climático local, tem reduzido as emissões para 4,77 toneladas per capita.

Qualidade do ar e coleta seletiva

A cidade também tem disponível todas as informações locais referentes à qualidade do ar e à poluição sonora (Les Cartes de Bruits) georreferenciadas, que auxiliam no planejamento local e nas intervenções para melhorias da qualidade de vida.

Nantes possui, ainda, um sistema de coleta seletiva porta-a-porta nas áreas urbanas densas. Desde 1999, nenhum resíduo biodegradável é destinado ao aterro e a taxa de reciclagem em 2009 era de 38%, reduzindo, também, a incidência dos resíduos incinerados.

Entre os principais objetivos de Nantes para os próximos anos destacam-se a implantação uma política de planejamento do território da cidade, promovendo o acesso aos serviços públicos de forma igualitária, garantindo melhor qualidade de vida à população; e elevar a consciência dos moradores sobre a prevenção dos resíduos, além de promover adaptações dos serviços públicos, reduzindo a produção de resíduos domésticos.

Resultados de Nantes:

2007: A metrópole de Nantes lança um Plano Climático que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 30% até 2020 e em 50% até 2025;

2010: Lançamento do Workshop Clima, que busca mobilizar moradores da metrópole para enfrentar este desafio;

95% dos habitantes possuem acesso ao transporte público a menos de 300 m de suas casas;

Todos os habitantes possuem acesso a uma área verde a menos de 300 m de suas casas;

O total de áreas verdes é de 3.366ha, representando 57m² por habitante;
60% do território são constituídos por áreas verdes, naturais ou destinadas para a agricultura, estimulando a conservação e a produção local;

Em 2008, a relação de coleta seletiva foi de 53kg/habitante/ano;

Gestão sustentável da água: sem contaminação por pesticidas, economia na produção no sistema, redução do consumo, melhoramento dos ambientes aquáticos, análise sobre riscos de inundação e uso da água de chuva.

Pesquisadores descobrem 126 novas espécies no Sudeste Asiático

BBC Brasil (© BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.)Relatório da ONG WWF revela lista de animais que inclui peixe cego e sapo que canta.

Novas espécies

Pesquisadores identificaram 126 espécies animais e vegetais até então desconhecidas no Sudeste da Ásia, na região conhecida como Grande Mekong (que engloba Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia, 
Vietnã e um pedaço da China), informa um relatório recém-divulgado pela ONG WWF.

Entre as novas espécies encontradas estão um morcego vietnamita batizado de Murina beelzebub por causa de 'sua aparência maligna', um peixe cego, um sapo que canta como um pássaro e uma víbora de olhos vermelhos.

'Ainda que essas descobertas (datadas de 2011) reforcem o Mekong como uma região de biodiversidade incrível, muitas dessas novas espécies já estão lutando para conseguir sobreviver em habitats que estão encolhendo', afirma Nick Cox, diretor da WWF na região.

Desde 1997, mais de 1,7 mil espécies foram identificadas pelos cientistas na região. Segundo Cox, o rio Mekong, que atravessa a área pesquisada, 'contém biodiversidade aquática que só perde para o rio Amazonas'.

'A caça ilegal é um dos maiores desafios para a sobrevivência de muitas das espécies no sudeste da Ásia', acrescenta o diretor da WWF.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Um crime contra a vida!

América do Sul descobriu 100 bilhões de barris de petróleo na última década


Plataforma da Petrobras / Reuters
Com pré-sal, Brasil pode ajudar América do Sul a se tornar 'potência energética'
Na última década, foram descobertas reservas estimadas em cerca de 100 bilhões de barris de petróleo na América do Sul, levando especialistas a acreditar que a região pode se tornar autossuficiente no setor.

O dado é do diretor executivo da Associação Latino-Americana de Integração Petroleira (ALIP), o engenheiro de petróleo Nicolás Honorato. A ALIP foi criada em 2009 para atender à crescente demanda de profissionais do ramo e para a troca de informações sobre o uso de tecnologia com o aumento das descobertas de petróleo na região.
"Quase todos os dias são anunciadas descobertas de petróleo na América Latina. E a América do Sul vive um momento histórico, porque além das descobertas convencionais surgiram o pré-sal, no Brasil, o gás de xisto, na Argentina, e o aumento impressionante de descobertas e produção de petróleo (convencional) na Colômbia", disse Honorato à BBC Brasil.

O grosso das novas reservas, 80%, vem do pré-sal brasileiro. Os restantes 20% estão nos subterrâneos de países como Colômbia, Argentina, Bolívia, Equador e Peru. Uruguai e Paraguai também têm a expectativa de explorar possíveis reservas ainda em fase de prospecção.

Autossuficiência

Na avaliação de Honorato, tais descobertas poderiam levar a região perto de se tornar autossuficiente.
Tal opinião é compartilhada pelo ex-secretário de Energia da Argentina, Daniel Montamat, e o ex-vice-ministro da Bolívia, Carlos Alberto López.

Além das descobertas de novos campos, eles também creditaram a previsão otimista à estabilidade econômica e política da região, apesar de anúncios recentes de nacionalização de empresas estrangeiras, como foi o caso da YPF, controlada pela espanhola Repsol, na Argentina.

Segundo Honorato, prova do potencial da região é o interesse recente demonstrado pelas empresas estrangeiras.

Para o especialista, muitas delas têm mirado a América do Sul já que a produção em outras regiões do planeta, como no Mar do Norte, está em queda.

"Todos os olhares do mundo petroleiro estão voltados para a América do Sul e para a América Latina em geral por ser uma das regiões que mais tem anunciado a descoberta de reservas estimadas de petróleo", destaca.
Lula / Reuters
Reservas do pré-sal brasileiro foram descobertas durante governo Lula

Para Honorato, grande parte do sucesso da região poderá vir do Brasil.

Segundo ele, caso as reservas do pré-sal brasileiro - estimadas por ele em 80 bilhões de barris de petróleo e pelo governo brasileiro entre 70 a 100 bilhões de barris - sejam realmente confirmadas, o Brasil passaria a ser o sexto país com as maiores reservas da matéria-prima no mundo, atrás de alguns países do Oriente Médio e da Venezuela.

Atualmente, o Brasil tem reservas estimadas em aproximadamente 13 bilhões de barris, de acordo com a agência de energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), e ocupa a 14ª posição mundial.

Tecnologia

Para López, da Bolívia, o segredo da exploração do ouro negro está no uso da tecnologia cada vez mais avançada.

"A aplicação de novas técnicas e condições geopolíticas nos permitem dizer que ser uma região autossuficiente já não é mais apenas um desejo. Só não sabemos quando ocorrerá", afirmou.

Montamat concorda e diz acreditar que a tecnologia será "decisiva" para que a região passe a ser uma potência petroleira.

"A região como conjunto não é potência de petróleo e de gás porque as reservas ainda precisam ser desenvolvidas", explica.

"Mas a Venezuela, por exemplo, por si só, já tem mais reservas provadas do que a Arábia Saudita", acrescenta.

Dados de 2011 da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) indicam que a Venezuela possui reservas estimadas em 297,5 bilhões de barris, enquanto as da Arábia Saudita alcançariam 265,4 bilhões de barris.

Recentemente, lembraram os especialistas, Uruguai e Paraguai também anunciaram planos de prospectar petróleo em seus territórios, apesar de o quadro ser ainda embrionário.

Estabilidade

Honorato também lembrou que a estabilidade política e econômica conquistada pela América do Sul nos últimos anos ajudou a atrair o interesse de empresas estrangeiras do ramo do petróleo e gás.

"Empresas, principalmente, da Europa e do Canadá estão se orientando para a América do Sul e este movimento começou antes do pré-sal", disse.
Campo de petróleo na Colômbia  / Crédito: Minminas
Para Honorato, estabilidade econômica e 
política contribuiu para atrair empresas de óleo e gás

Apesar de ter mencionado o atraso nos leilões do pós-sal e do pré-sal no Brasil, Honorato afirmou que a situação hoje na região é muito mais favorável ao capital estrangeiro do que antigamente.

Um dos exemplos, segundo ele, foi a Lei do Petróleo no Brasil, que acabou com o monopólio da Petrobras e, assim, permitiu a exploração de campos por empresas estrangeiras.

Honorato mencionou também que, em 2005, a Colômbia mudou seu marco regulatório, despertando uma espécie de "corrida ao ouro negro" do país.

A expectativa é de que o país deixe de ser importador e passe a ser exportador de petróleo e, assim, como ocorre com a Venezuela e o Brasil, passe a desfrutar as maiores receitas geradas pelo combustível.

Segundo ele, o Equador também mudou seu marco regulatório e aumentou a chegada de investimentos no setor petroleiro.

Já o Peru, na sua avaliação, é um país que "ainda não decolou" e registra uma produção abaixo dos 50 mil barris diários.

Países reduzem combate à malária, diz OMS


BBC Brasil (© BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.)
A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que houve uma redução nos esforços de luta contra a malária no mundo - e as conquistas recentes no combate à doença podem ser revertidos.

A organização detectou lacunas de financiamento nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento - um exemplo disso é que o número de redes de tratamento da malária na África caiu para menos da metade nos últimos dois anos, deixando milhares de pessoas expostas.

A OMS afirmou que é necessário um investimento da ordem de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 6 bilhões) para retomar a escala originam da campanha. O organismo disse estar procurando formas de levantar essa quantia.

Equador emite alerta laranja após erupção de vulcão

BBC Brasil (© BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.)
A Secretaria Nacional de Gestão de Riscos do Equador emitiu nesta segunda-feira um alerta laranja nas áreas vizinhas ao vulcão Tungurahua que entrou em erupção no último domingo.

A atividade do Tungurahua ("garganta de fogo" na língua Quechua), de 5.029 metros, atingiu seu pico em 2006, deixando seis mortos em uma aldeia em Chimborazo, que foi devastada pela lava.

Em dezembro de 2010, as autoridades emitiram um alerta vermelho quando o vulcão voltou a entrar em erupção o que forçou moradores e turistas a abandonar a região.

Tetraplégica controla braço robótico com a mente de 'forma inédita'




Jan controlando o braço mecânico com seu pensamento (Foto: Reuters)
Jan desenvolveu grande controle do braço mecânico com seu pensamento
Um braço robótico já pode ser controlado pelo pensamento de forma "sem precedentes", de acordo com um estudo publicado pela revista médica The Lancet.

Jan Scheuermann, de 53 anos, paralisada do pescoço para baixo, foi capaz de mover com destreza um braço mecânico, segurando objetos como se eles fossem movidos por sua própria mão biológica.
Implantes cerebrais foram usados na paciente para controlar o braço robótico, e o resultado foi avaliado por especialistas como "uma conquista extraordinária".

Jan foi diagnosticada com degeneração espinocerebelar 13 anos atrás e foi perdendo o controle de seu corpo progressivamente. Ela não consegue mais mover seus braços e pernas.

Ela recebeu o implante de dois sensores - cada um de 4mm x 4mm - no córtex do cérebro. Uma centena de pequenas agulhas em cada sensor percebe a atividade elétrica de 200 células cerebrais.

Comandos

Os neurônios se comunicam entre si através de pulsos, diz o professor Andrew Schwart, da Universidade de Pittsburgh.

Essas vibrações elétricas no cérebro são então traduzidas em comandos para mover o braço - dobrar na altura do cotovelo, rotar e agarrar um objeto, por exemplo.

Jan foi capaz de controlar o braço logo no segundo dia de treinamento; ao longo de 14 semanas, foi aperfeiçoando essa habilidade.

Segundo o estudo médico, ela adquiriu "coordenação, habilidade e velocidade quase similares às de uma pessoa de corpo não deficiente".

Schwartz contou à BBC que movimentos tão precisos nunca haviam sido observados antes.

"São (movimentos) fluidos e muito melhores do que o que se havia demonstrado antes", afirmou. 

"Acho que isso é uma prova convincente de que essa tecnologia (se converterá em uma terapia) para pessoas com lesões na espinha dorsal."

Para Schwartz, a nova tecnologia já permite que essas pessoas realizem tarefas diárias.

Tecnologia em casa

As técnicas que apostam no poder de um cérebro saudável para superar um corpo danificado têm avançado rapidamente.

No início deste ano, um estudo apontou que uma mulher conseguiu usar um braço robótico para servir-se de uma bebida pela primeira vez em 15 anos desde que sofreu um derrame.

Nos dois estudos, porém, os resultados foram obtidos em laboratório - ou seja, a tecnologia ainda não foi aplicada em suas casas.

Agora, pesquisadores tentam acoplar o braço mecânico à cadeira de rodas de Jan, para que ela possa usá-lo em sua vida cotidiana.

Também há tentativas de dar sensações ao membro artificial, para que seu portador volte a experimentar o sentido de toque.

Para os pesquisadores Gregoire Courtine, Silvesto Micera, Jack DiGiovanna e José del Millan, o controle do braço retratado no estudo é uma conquista "tecnológica e biomédica incrível".

Eles acrescentam que tecnologia do membro mecânico está chegando perto do ponto em que "poderá, em breve, se tornar um modelo revolucionário de tratamento" para portadores de paralisias.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Massacre deve gerar reflexão sobre cultura dos EUA, dizem analistas

BBC Brasil (© BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.)A cada tragédia como a ocorrida na última sexta-feira na escola primária de Sandy Hook, no Estado americano de Connecticut, o debate sobre o porte de armas nos Estados Unidos volta à tona.
Massacre em escola dos EUA / Getty
Chacinas como a de Newtown não podem ser
 unicamente explicadas por fácil acesso a armas.


Para especialistas, porém, o fácil acesso às armas no país, apesar de ter um papel crucial no contexto da violência, é apenas parte de um problema maior.

Allen McConnell, professor de Psicologia da Universidade de Miami, acredita que tais elementos têm de ser levados em consideração quando se avalia esse tipo de tragédia.Segundo eles, características sociais e culturais da sociedade americana, como a glorificação da violência ou a falta de investimentos na saúde mental da população, são fatores que explicariam a frequência de massacres no país.
"Segundo os vários estudos de campo já realizados, são vários os fatores que aumentam a probabilidade de que alguem cometa um ato como este", argumenta.
Segundo ele, fatores sociais e psicopatológicos podem fazer com que uma pessoa normal se sinta frustrada e adote um tipo de conduta agressiva.
"Tragédias como a que vimos podem acontecer em qualquer lugar, mas há provavelmente um número de aspectos e modelos da cultura americana que tornam tais incidentes mais frequentes no país.", afirma McConnell.
Nesse sentido, especialistas que partilham da mesma visão de McConnell afirmam que a matança lança luz sobre o sistema de saúde mental dos Estados Unidos, que recebe pouca atenção e recursos insuficientes por parte do governo.

Glorificação da violência

"Não se pode matar alguém com uma arma se o acesso a ela é limitado. Porém, com certeza, não podemos explicar essa tragédia apenas sob o prisma da disponibilidade de armas, mas também de uma cultura que incentiva o porte de armas como solução para todos os problemas", explica McConnell.
"É uma espécie de mentalidade Rambo, ou Call of Duty (em alusão ao jogo de mesmo nome), como forma de resolver conflitos", compara.
Segundo ele, o individualismo da sociedade americana associado ao fascínio da população por armas se misturam e formam um terreno fértil para o aparecimento de figuras como a do atirador da Sandy Hook School.
McConnell reconhece, entretanto, que, em um país de mais de 300 milhões de pessoas, é perigoso generalizar e concluir que tais assassinatos são um sintoma de uma sociedade "doente".
Além disso, para outros estudiosos, também contribuiria para a proliferação de chacinas no país a publicidade que os casos ganham.

Armas

Newtown / Reuters
Atirador abriu fogo contra escola e matou 20 crianças e seis adultos
De qualquer forma, há um consenso de que se o acesso a armas fosse limitado ou melhor supervisionado, o número de tragédias como a de Newtown poderia ser largamente reduzido.
Mark Mardell, editor de América do Norte da BBC, explica que os americanos consideram um direito fundamental possuir armas em casa para autodefesa, não apenas para a caça ou para o esporte.
Este direito, salienta, está consagrado na chamada Segunda Emenda da Constituição americana, o documento político mais venerado nos EUA.
As armas são parte da vida cotidiana. Por isso, muitos insistem em que não há problema algum em possuir armamentos especialmente desenvolvidos para matar muita gente, e muito rapidamente.
Diante do massacre em Connecticut, volta a pergunta se, desta vez, algo irá mudar na política de acesso às armas nos EUA.
Para Mardell, pelo menos "de maneira geral, não". Ele afirma, no entanto, que "desta vez, talvez, mas somente talvez, possa ser diferente".
Na última sexta-feira, segurando as lágrimas, Obama disse que o país "sofreu muitas dessas tragédias nos últimos anos".
"Temos que tomar medidas significativas para evitar mais tragédias como essa", afirmou ele.
Após o tiroteiro no qual morreram seis pessoas em Tucson, no Arizona, em 2011 – sendo ferida a deputada Gabrielle Giffords -, Obama disse algo parecido. Nada aconteceu desde então.
O problema, avaliam especialistas, é que, logo depois, o presidente enfrentou eleições e ficou com medo de tomar um medida que o impactasse negativamente nas urnas.
Porém, agora, reeleito, Obama teria mais força para pressionar o Congresso a aprovar medidas mais restritivas ao acesso a armamentos, acreditam.