sábado, 6 de março de 2010

Frio na Europa e EUA não desmente aquecimento, dizem cientistas

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CINGAPURA (Reuters) - O avanço do aquecimento global permanece incólume, disseram cientistas nesta quinta-feira, apesar das impressionantes imagens recentes da Europa e dos Estados Unidos paralisados pelo gelo.

O frio intenso no Hemisfério Norte -- com previsão de se manter durante março em parte dos EUA -- levou alguns a questionarem se o aquecimento global teria parado. Entender a tendência climática geral é crucial para as estimativas sobre consumo energético e produção agrícola, por exemplo.

"(O mundo) não está se aquecendo por igual em todo lugar, mas é realmente bastante desafiador encontrar lugares que não se aqueceram nos últimos 50 anos", disse o veterano climatologista australiano Neville Nichols numa entrevista coletiva online.

"Janeiro, segundo os satélites, foi o janeiro mais quente que já vimos", disse Nicholls, da Escola de Geografia e Ciência Ambiental da Universidade Monash, de Melbourne.

"O último novembro foi o novembro mais quente que já vimos, novembro-janeiro como um todo foi o novembro-janeiro mais quente que o mundo já viu", disse ele, citando dados registrados desde 1979 por satélites.

A Organização Meteorológica Mundial disse em dezembro que o período de 2000-09 foi a década mais quente desde o início dos registros, em 1850, e que 2009 deve ser o quinto ano mais quente da história. Oito dos dez anos mais quentes ocorreram desde 2000.

O UK Met Office, departamento de meteorologia do governo britânico, disse que invernos rigorosos como o deste ano -- um dos mais frios nas últimas três décadas -- podem se tornar cada vez mais raros por causa da mudança climática global.

Cientistas dizem que o aquecimento global não é uniforme, e que os modelos climáticos preveem maiores extremos de frio e calor, secas e inundações.

"O aquecimento global é uma tendência superposta à variabilidade natural, à variabilidade que ainda existe apesar do aquecimento global", disse Kevin Walsh, professor- associado de Meteorologia na Universidade de Melbourne.

"Seria muito mais surpreendente se a temperatura média global continuasse subindo, ano após ano, sem alguns anos de temperaturas ligeiramente mais frias," disse ele em resposta por escrito aos jornalistas.

Desmatamento na caatinga chega a 45,39%, diz ministério

caatinga BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil já desmatou quase a metade da caatinga, um índice alto considerando-se que a região é a mais vulnerável do país aos efeitos das mudanças climáticas, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Meio Ambiente.

Até 2008, 45,39 por cento do total de 826.411 quilômetros quadrados de mata original já havia sido devastado. Bahia e Ceará lideram o ranking dos Estados que mais desmataram.

Dados do monitoramento do desmatamento no bioma realizado entre 2002 e 2008 revelam que, neste período, o território devastado foi de 16.576 quilômetros quadrados, o equivalente a 2 por cento de toda a caatinga.

Grande parte do desmatamento é causada pelo uso da mata para a produção de carvão e lenha, além do uso para atividades agropecuárias.

"O principal fator de desmatamento da caatinga é energético, é conversão de mata nativa em lenha e carvão", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a jornalistas.

Segundo Minc, grande parte do carvão vai para siderúrgicas de Minas Gerais e do Espírito Santo, mas também para o polo gesseiro do Nordeste, para o polo de cerâmica e várias pequenas e médias indústrias que usam lenha e carvão.

"Não haverá solução para a defesa da caatinga sem mudar a matriz energética", disse Minc, acrescentando que é fundamental apresentar alternativas energéticas para a região, como matrizes eólicas e de gás natural, a fim de reduzir a forte tendência de desertificação na área.

Considerado o único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga é encontrada em cerca de 11 por cento do país e é a principal vegetação existente na Região Nordeste.

De acordo com Minc, o ministério passará a monitorar o bioma em razão da riqueza da biodiversidade e da preocupação com os impactos das mudanças climáticas na região.

O ministro explicou que o padrão de desmatamento da caatinga é completamente diferente daquele encontrado na Amazônia e no Cerrado, pois ocorre de forma pulverizada.

Os números apresentados pelo ministério são parte do processo de implementação do Plano de Controle do Desmatamento da Caatinga, que deve ser lançado na quarta-feira simultaneamente em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA).

O prazo para que o plano entre em vigor vai até o próximo dia 28 de abril, quando se celebra o Dia da Caatinga.

O ministro antecipou ainda que será lançado o Fundo Caatinga, de caráter privado, que será gerido pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

O fundo proverá recursos para projetos de combate à desertificação e promoção da conservação e do uso sustentável dos recursos do bioma. Também devem ser divulgadas 25 operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater o desmatamento na região.

(Reportagem de Bruno Peres)

Proteger baleias combate efeito estufa, dizem cientistas

Proteger baleias combate efeito estufa, dizem cientistas

"Baleia Azul (arquivo)"

Cientistas dos Estados Unidos disseram que proteger as baleias pode evitar que milhões de toneladas de gás carbônico acabem indo parar na atmosfera, o que intensifica o efeito estufa.

Segundo os estudiosos da Universidade do Maine, um século de caça às baleias no mundo pode ter liberado para a atmosfera mais de 100 milhões de toneladas de gás carbônico.

As baleias estocam este gás em seus corpos gigantescos e, quando são mortas, grande parte da substância pode ser liberada.

Para o cientista Andrew Pershing, que calculou a estimativa, baleias são as "florestas do oceano" e protegê-las pode ter impacto semelhante ao de programas de reflorestamento.

"Baleias, como qualquer animal ou planta do planeta, são feitas de muito carbono. E quando você mata e remove uma baleia do oceano, está removendo gás carbônico deste sistema de estocagem e possivelmente enviando para a atmosfera", disse.

Lâmpadas

Pershing destaca que, principalmente no início da caça à baleia, os animais eram fonte de óleo para lâmpadas, que era queimado e liberava o gás carbônico diretamente na atmosfera.

Para conseguir chegar à estimativa de emissões causadas pela caça à baleia, o cientista e sua equipe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine calcularam a capacidade anual de estocagem de gás carbônico dos cetáceos, enquanto elas cresciam.

Em seus cálculos iniciais, a equipe estimou que cem anos de caça liberou uma quantidade de gás carbônico equivalente à queima de 130 mil quilômetros quadrados de florestas temperadas.

Pershing destacou que esta quantidade ainda é relativamente pequena quando comparada aos bilhões de toneladas de gás carbônico produzidas pela atividade humana a cada ano.

Programa de reflorestamento

Pershing acrescentou que simplesmente deixar grandes grupos de baleias crescerem, pode "sequestrar" o gás de efeito estufa em quantidades que podem ser comparadas às de alguns programas de reflorestamento que ganham e vendem créditos de carbono.

"Quando as baleias morrem (de causas naturais), seus corpos afundam, então elas levam o gás carbônico para o fundo do oceano", disse. "Se o lugar onde elas morrem é fundo o bastante, será estocado fora da atmosfera, talvez por centenas de anos."

O cientista sugeriu ainda que um sistema parecido de créditos de carbono pode ser aplicado a baleias para proteger e aumentar os números destas populações.

"Você poderia usar estes créditos como um incentivo para reduzir a pesca ou promover a conservação de algumas destas espécies", acrescentou, afirmando que a ideia dos créditos de carbono pode ser aplicada também a outros animais marinhos como tubarões brancos e atum.

Os pesquisadores da Universidade do Maine revelaram suas estimativas de liberação de carbono pela caça às baleias na reunião Ciências do Oceano, em Portland, Estados Unidos.

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

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1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.

9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Doenças causadas pela poluição geram gasto de R$ 14 por segundo, diz estudo

Da Agência Estado
Em São Paulo
Os custos da poluição, pela primeira vez, foram mapeados fora das fronteiras de São Paulo. Estudo obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que são R$ 14 gastos por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina - poluente da fumaça do óleo diesel. O valor é dispensado por unidades de saúde públicas e privadas de seis regiões metropolitanas do país.


A mesma pesquisa, produzida pelo Laboratório de Poluição da USP e seis universidades federais, mostra que, além dos paulistas, respiram ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões do Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. "A poluição não é mais privilégio de São Paulo e os impactos são diretos na saúde cardiovascular do brasileiro", diz Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Pelo ensaio científico, 8.169 pessoas são internadas anualmente com problemas cardíacos atribuídos à partícula fina.

As pesquisas em São Paulo incentivaram a produção em outras metrópoles. O cardiologista Evandro Mesquita, da Universidade Federal Fluminense, começou a cruzar os dados de arritmia e enfarte em dias marcados pelo excesso de poluentes. Quando o Instituto do Coração de SP (Incor) fez teste parecido no ano passado, encontrou aumento de 11% de morte por ocorrência cardíaca. No Rio, a pesquisa da USP mostra que são 1.434 pacientes do coração internados por ano.

A reportagem teve acesso ao estudo na ação civil pública que o Ministério Público de São Paulo move contra a Petrobras e 13 montadoras de veículos pedindo indenização para vítimas da poluição. Segundo o promotor do Meio Ambiente do MP, José Isamel Lutti, o valor indenizatório terá "como parâmetro" a pesquisa. Além das internações, também foram calculadas as mortes nas regiões: 11.559 pessoas com mais de 40 anos (31 vidas por dia). A Petrobrás, por meio de assessoria de imprensa, informou que não foi notificada sobre a ação, ajuizada em março deste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Reciclagem



Obama diz que decepção com COP 15 é 'justificável'

Homem observa exposição sobre o aquecimento global em Copenhague (AFP, 19 de dezembro)

Conferência de Copenhague terminou com acordo sem valor legal
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que a decepção de algumas pessoas com os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 15), em Copenhague, é “justificável”, mas que um “fracasso total” foi evitado.
Em uma entrevista à rede de televisão pública dos EUA, PBS, Obama afirmou que ao menos não houve grandes “retrocessos” durante a conferência.
Segundo ele, os resultados obtidos foram preferíveis ao “colapso completo” das negociações sobre as mudanças climáticas.
“Eu acho que é justificável que as pessoas estejam desapontadas com os resultados de Copenhague”.
“Mas, no lugar de termos visto um colapso total, em que nada tivesse sido feito e um passo para trás tivesse sido dado, pelo menos não houve muitos retrocessos”, disse o presidente americano, que, no entanto, admitiu que a conferência “não avançou do modo que precisávamos”.
A cúpula, que foi finalizada na semana passada, terminou sem um acordo com valor legal ou obrigatório, com os países participantes apenas “tomando nota” (nas palavras do presidente da COP 15) a respeito da necessidade de que o aumento na temperatura global não ultrapasse os 2º C.
Acusações
As declarações de Obama foram feitas um dia depois de o governo chinês ter rejeitado as acusações do ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, Ed Miliband, de que o país teria ‘sequestrado’ as negociações da conferência, levando o encontro ao fracasso.
Segundo a porta-voz do governo da China, as acusações fazem parte de um “complô” de líderes que têm "intenções óbvias" de se esquivar das próprias obrigações e fomentar conflito entre os países em desenvolvimento.
Clique Leia também na BBC Brasil: China rebate acusações de que 'sequestrou' conferência do clima
A China e outros países em desenvolvimento acusam os países ricos de se recusarem a oferecer cortes significativos nas emissões de gases causadores do efeito estufa, além de não oferecerem ajuda a economias menores para lutar contra as mudanças climáticas.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, afirmou que a conferência “não foi um destino, mas um novo começo”.
O acordo final da conferência foi assinado pelos EUA, Brasil, China, Índia e África do Sul, mas não tem valor legal.
A carta de intenções não foi reconhecida por representantes de diversas nações, como Sudão, Bolívia, Venezuela, Nicarágua e outras.
Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, um acordo com valor legal e obrigatório deve ser atingido no ano que vem.