quinta-feira, 5 de julho de 2012

Até a próxima, Rainbow Warrior

Santos encerra a primeira expedição do navio Rainbow Warrior no Brasil

O navio Rainbow Warrior navega na Baía de Guanabara. (©Greenpeace/Rodrigo Paiva/RPCI)
  Foi com chave de ouro que a visitação do público ao Rainbow Warrior na cidade de Santos (SP) encerrou a expedição do mais novo navio do Greenpeace no Brasil. Cerca de 3.500 pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a embarcação, atracado no maior porto da América Latina.
Durante a visita, o público teve a oportunidade de participar das campanhas do Greenpeace em proteção ao meio ambiente, como a do Desmatamento Zero. Nos mais de três meses de expedição do Rainbow Warrior pelo Brasil, cerca de 20 mil pessoas assinaram a petição presencialmente. Somando-se às assinaturas online, mais de 370 mil brasileiros pedem uma nova lei para proteger as florestas.
Outro destaque do evento foram as energias renováveis. Grande estrela da Cúpula dos Povos, no Rio, o fogão solar também fez sucesso entre as famílias que visitaram o navio em Santos.
De norte a sul do Brasil
Nesta segunda-feira, 2 de julho, a tripulação do Rainbow Warrior se despediu do Brasil com destino à Argentina. Em comemoração aos 20 anos do Greenpeace no Brasil, o navio passou por Manaus, Santarém, Macapá, Belém, São Luís, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Veja abaixo uma breve retrospectiva das principais paradas:
  • Manaus
Em Manaus, foi lançada a campanha pela lei do Desmatamento Zero. O Rainbow Warrior ajudou a alcançar e mobilizar várias comunidades que vivem da riqueza da floresta, que se juntaram pela campanha.
  • Santarém
Além da divulgação da campanha do Desmatamento Zero, o Guerreiro do Arco-Íris ajudou o Greenpeace a denunciar as agressões à floresta Amazônica. Em Santarém foi feita a denúncia de uma madeireira ilegal operando em um assentamento do Incra. O navio também recebeu um debate entre organizações e lideranças comunitárias sobre a estrada BR-163 e seus efeitos no desmatamento da floresta.
  • Porto de Moz
O Rainbow Warrior foi o ponto de encontro de uma assembléia flutuante com representantes de comunidades extrativistas da região. A flotilha foi crucial para continuar a mobilização pela regularização fundiária da Reserva Extrativista Verde para Sempre.
  • Gurupá
Outra denúncia feita com a ajuda do navio foi a entrega de uma amostra de madeira coletada em uma área quilombola em Gurupá à Procuradoria Federal em Belém. O acontecimento foi o ponto de partida de um debate sobre o atual papel da exploração madeireira no desmatamento e na degradação ambiental. O evento envolveu o Ministério Público Federal, madeireiros e instituições não-governamentais.
  • Macapá
Já em Macapá, capital do Estado que tem 95% da sua área de florestas preservada, o governador Carlos Camilo Capiberibe fez questão de declarar seu apoio ao Desmatamento Zero. Próximo à cidade, o navio chegou à comunidade de Bailique para registrar o exemplo da Amazônia que dá certo.
  • Belém
Na capital paraense, a petição ganhou apoio estratégico das instituições públicas regionais. Já o público que visitou o Rainbow Warrior também fez bonito e apoiou em peso a petição. Foram mais de 1.300 assinaturas.
  • São Luís
Em São Luís do Maranhão, o navio estreou sua primeira ação – o bloqueio do navio Clipper Hope, prestes a fazer um carregamento de ferro gusa, matéria-prima do aço cuja cadeia produtiva envolve desmatamento ilegal, invasão de terras indígenas e trabalho escravo. Os protestos terminaram com um avanço: as autoridades e os produtores da região se dispuseram a entrar em um acordo para regularizar a cadeia produtiva do material.
  • Recife
Já navegando pela costa brasileira, o Rainbow Warrior estreou em Recife a campanha pelo uso de matrizes renováveis como solar, eólica e biomassa. Em evento a bordo do navio, o governo do Estado se comprometeu a fazer investimentos em energias renováveis para atrair novas empresas de TI (Tecnologias da Informação). Com o lançamento do relatório Horizonte Renovável, o Greenpeace mostrou que o Brasil possui um pré-sol e um pré-vento de oportunidades para gerar energia limpa.
  • Salvador
Muita gente veio conferir de perto o Rainbow Warrior na capital baiana. O Greenpeace recebeu até a visita contagiante do músico Carlinhos Brown, que animou a tripulação. Nesta parada, também foi organizado um seminário sobre potencial das energias renováveis.
  • Rio de Janeiro
Aportando na cidade maravilhosa para a Rio+20, o Rainbow Warrior foi palco de discussões sobre como formar um polo verde de TI na capital fluminense e de protesto de índios Xavante que há 20 anos aguardam a desocupação de suas terras por fazendeiros. Durante a conferência da ONU, o Greenpeace se juntou à sociedade civil na Cúpula dos Povos, realizando discussões sobre desmatamento, mudanças climáticas e energias renováveis. Nas ruas, participamos de uma marcha para mostrar o “verdadeiro futuro de queremos” para os líderes mundiais.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nuvem com formação incomum deixa céu da cidade de Kota Kinabalu, na Malásia, com clima de ficção

Imagem 47/68: Foto feita com telefone celular mostra nuvem em formação no céu da cidade de Kota Kinabalu, capital do estado de Sabah, na Malásia, nesta terça-feira (12)

domingo, 10 de junho de 2012

ONU dispara alarme ambiental antes da Rio+20

Por Jeff Coelho e David Fogarty
LONDRES/CINGAPURA, 6 Jun (Reuters) - O crescimento populacional, a urbanização e o consumo vão causar danos irreversíveis ao planeta, disse nesta quarta-feira a ONU, que também fez um apelo por um acordo urgente sobre novas metas verdes para salvar o meio ambiente.
O Programa Ambiental da ONU disparou o alarme no seu Panorama Ambiental Global 5 (GEO-5), publicado duas semanas antes da cúpula Rio+20, uma das maiores reuniões globais de meio ambiente dos últimos anos.
O encontro de 20 a 22 junho deverá atrair mais de 50.000 participantes de governos, empresas e grupos ambientalistas e de lobby para tentar definir novas metas em sete temas principais, incluindo água, alimentos, segurança e energia.
O GEO-5, que levou três anos para ficar pronto e é descrito pela Organização das Nações Unidas como seu principal exame da saúde do planeta, exorta os governos a criarem metas mais ambiciosas ou endurecer as já existentes que, em sua maioria, não foram cumpridas.
O tempo é curto, disse o subsecretário-geral da ONU e diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, enquanto o planeta caminha para os 9 bilhões de pessoas até 2050 e a economia global consome quantidades cada vez maiores de recursos naturais.
"Se as tendências atuais continuarem, se os padrões atuais de produção e consumo dos recursos naturais prevalecerem e não puderem ser revertidos e 'dissociados', então os governos vão presidir com níveis sem precedentes de danos e degradação", disse Steiner em um comunicado.
Das 90 metas ambientais existentes mais importantes, apenas quatro estão fazendo progressos significativos, segundo o relatório.
Algumas das metas de sucesso incluem aquelas para evitar a destruição do ozônio e proporcionar o acesso a abastecimento de água limpa. Mas o documento detectou pouco ou nenhum progresso em 24 metas, como aquelas com o objetivo de abordar a mudança climática, o esgotamento dos recursos pesqueiros e a expansão da desertificação.
O Pnuma exortou os governos a concentrarem suas políticas sobre os principais fatores causadores de mudanças climáticas, destacando o crescimento populacional e urbanização, o consumo de energia baseada nos combustíveis fósseis e da globalização.
Os cientistas relacionaram a queima de combustíveis fósseis --carvão, petróleo e gás natural-- a uma aceleração das mudanças climáticas, como secas severas e inundações. Existem também custos econômicos.
O prejuízo econômico anual da mudança climática é estimado em 1 a 2 por cento do PIB mundial até 2100, se as temperaturas aumentarem em 2,5 graus Celsius, afirmou o Pnuma.
Os modelos atuais sugerem que as emissões de gases causadores de efeito estufa podem dobrar nos próximos 50 anos, levando ao aumento da temperatura global em 3 graus Celsius ou mais até o final do século.
A maioria dos impactos da mudança climática será sentida em muitos países em desenvolvimento, particularmente na África e na Ásia, onde o crescimento populacional e o aumento do consumo estão colocando mais ênfase na diminuição dos recursos naturais, segundo o relatório GEO-5.
DE VOLTA AO RIO
A cúpula Rio+20 não vai buscar o mesmo resultado da Cúpula da Terra do Rio há 20 anos, que levou ao Protocolo de Kyoto sobre limitação das emissões de gases de efeito estufa e a um tratado sobre a biodiversidade.
A reunião deste mês acontece sob o cenário de uma economia global em crise e diante de preocupações profundas sobre o futuro financeiro da Europa. Os objetivos desta vez no Rio são aspirações, não obrigações, mas as negociações sobre um esboço do texto final têm sido carregadas. Cerca de um quinto do texto já foi acordado antes da reunião, disse a ONU na segunda-feira.
Mesmo metas obrigatórias tiveram pouco ou nenhum progresso desde 1992.
As emissões globais de dióxido de carbono aumentaram quase 40 por cento entre 1992 e 2010, lideradas principalmente pelo rápido crescimento nas grandes nações em desenvolvimento como Brasil, China e Índia, mostraram os dados do Pnuma.
A biodiversidade também está em declínio, principalmente nos trópicos, com uma queda de 30 por cento desde 1992.
No mês passado, o grupo ambientalista WWF disse que o mundo teria de ser 50 por cento maior para ter terra e florestas suficientes para os níveis atuais de consumo e emissões de carbono.
A região Ásia-Pacífico, que abriga mais da metade da humanidade, é fundamental para criar um futuro mais verde, disse o relatório GEO-5. A região é a fonte de crescimento mais rápida das emissões de gases-estufa no mundo e também está se urbanizando rapidamente.
As emissões relacionadas ao transporte deverão aumentar em 57 por cento a nível mundial entre 2005 e 2030, com a China e a Índia responsáveis por mais da metade, segundo o relatório.
A região também enfrenta crescente demanda por água para a agricultura e a indústria, enquanto os níveis aquíferos estarem caindo, de os rios estarem cada vez mais poluídos e dos represamentos para irrigação e geração de energia.
O relatório GEO-5 disse que as metas com objetivos específicos e mensuráveis ​tiveram mais sucesso, como as proibições a substâncias que destroem o ozônio e o chumbo na gasolina.
O relatório também diz que é crucial para os governos colocarem um valor sobre os recursos naturais, tais como manguezais, rios e florestas e incluir isso nas contas nacionais.
Steiner pediu uma ação dos países.
"Chegou o momento de acabar com a paralisia da indecisão, reconhecer os fatos e encarar a humanidade comum que une todos os povos."
(Reportagem de Jeff Coelho e David Fogarty)

Fonte: verde.br.msn

sábado, 9 de junho de 2012

Denuncie o comercio ilegal de animais silvestres 0800 61 8080!

"Covarde é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco." (Pense de novo)

Cientistas espalham CO2 em floresta australiana para prever futuro do planeta

Uma equipe de cientistas na Austrália ocupou uma floresta perto de Sydney e vai espalhar dióxido de carbono (CO2) entre as árvores para analisar como o planeta pode ficar no ano de 2050.
Foram instaladas seis estruturas gigantescas de fibra de vidro bombeando 20 toneladas do gás por dia na floresta.
O objetivo é observar a floresta para se ter uma ideia já no próximo ano de como ficará o planeta dentro de 40 anos.
O dióxido de carbono está em tanques nos limites da floresta. Dos tanques saem os canos, que passam pelas árvores e chegam às seis estruturas.
A equipe de cientistas vai monitorar a floresta durante a próxima década.

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Interruptor que muda de cor para ensinar crianças a economizar energia.



Tio é o nome do interruptor em forma de fantasma que avisa, através de sutis luzes, há quanto tempo a lâmpada está acesa. Até uma hora, a expressão do fantasminha é feliz e a luz do interruptor permanece verde. Se a luz é deixada ligada por mais de quatro horas, ele se assusta e fica amarelo. Já se o morador da casa se atreve a deixar a luz acesa por mais de oito horas, o até então amigável fantasma se zanga e fica vermelho. Com o auxílio visual e tátil, espera-se que as crianças comecem a tomar consciência do desperdício de energia logo cedo, e de uma maneira divertida.

Fonte: http://hypescience.com/


Facebook:  Pense de novo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pense de novo


Presidente não cumpre promessa de campanha e florestas brasileiras perdem com nova lei ambiental. (Pense de novo)

A publicação hoje no Diário Oficial do que restou do Código Florestal e da Medida Provisória que preenche suas lacunas joga na cara dos brasileiros a verdade sobre Dilma Rousseff: ela mentiu para seus eleitores quando prometeu guardar as florestas do país.

A nova legislação ambiental tem tudo o que os ruralistas sempre sonharam. Anistia? Certamente: as multas por desmatamento feito até 2008 foram perdoadas. Menor área a ser recuperada? Tem sim, senhor: as áreas de proteção permanente (APPs) foram reduzidas. Premiação a quem desmatou? Claro: além de facilidades para zerar o passivo, ele ainda pode plantar eucalipto ou qualquer outra exótica onde antes só valia floresta nativa.

Dilma ainda desdenhou da aliança do seu partido com movimentos sociais do campo, ao estender benefícios da agricultura familiar a qualquer um que tenha uma propriedade de até quatro módulos. Aliás, é pior: ela usou a mesma máscara de "proteção aos pequenos", que os ruralistas vestiram para justificar suas maldades no Congresso, ao publicar seu código do desmatamento.

Ao comparar a lei que vigorava no Brasil até a semana passada e o novo Código Florestal, é muito claro que Dilma quis reduzir a proteção às florestas em vez de fortalecê-la. "O governo mentiu na semana passada. Ele preservou a coluna vertebral da proposta ruralista ao Código Florestal, com anistia e tudo mais", explica Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace. "Com a nova lei, as florestas perdem e o desmatador ganha."

Dilma consolida seu lugar na história como a pior presidente das últimas décadas para o meio ambiente. Após 18 meses no cargo, ela não criou uma única unidade de conservação. Mas diminuiu o tamanho de várias, sobretudo na Amazônia, para plantar nelas grandes hidrelétricas e projetos de mineração. Dilma tirou poderes do Ibama, órgão que fiscaliza crimes ambientais, e ainda permite o ataque da mesma bancada ruralista que retalhou o código às terras indígenas.

É um legado de vergonha. "Os instrumentos de combate e controle do desmatamento diminuíram. O código não sofreu uma única modificação que aumente a proteção ambiental, e desdenha daqueles que cumpriram a lei", afirma Astrini.

Não é mais possível confiar no governo como guardião das florestas. Salvá-las está unicamente nas mãos do povo brasileiro – que foi ignorado por Dilma durante a reforma do Código Florestal, apesar de dizer claramente que prefere a preservação e a recuperação de suas matas.

Congresso e governo, de mãos dadas, fizeram uma lei de destruição das florestas. Agora os brasileiros farão uma lei pelo desmatamento zero, por meio de um projeto de iniciativa popular para desligar as motosserras. Nos moldes da campanha da Ficha Limpa, ela precisa de 1,4 milhão de assinaturas de eleitores para chegar ao Congresso.

Fonte: http://www.greenpeace.org/ (Greenpeace Brasil)

PS: O Pense de novo não possui nenhum vínculo partidário, portanto as críticas postadas aqui não são ataques a determinados partidos e nem defesa a outros.