terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Brasil será país de ponta em prevenção de desastres, projeta Inpe

Brasil será país de ponta em prevenção de desastres, projeta Inpe

Com a chegada de novas máquinas para a previsão do tempo, o Brasil será um dos países de ponta na prevenção de desastres climáticos. Esta é a opinião de Marcelo Barbio Rosa, meteorologista do Centro de Prevenção do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

No entanto, o especialista alertou que, se as informações não forem enviadas com qualidade, a prevenção será falha. "Já temos condições técnicas no que se refere à parte computacional, vamos poder detalhar com maior precisão onde pode chover mais ou menos, como foi o caso das chuvas no Rio. Mas se não tivermos softwares adequados, será impossível. Obviamente que estamos falando de prevenção, não dá para saber com certeza", destacou o meteorologista, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Marcelo Barbio informou ainda que a informação do Inpe sobre chuvas e precipitações é passada para os órgãos da Defesa Civil de forma direta e que essa é a sua função. "Como ela chegará à população não está a cargo do Inpe", explicou.

Ele citou os Estados Unidos como exemplo a ser seguido pelo Brasil. "Lá, o país inteiro é coberto por radar, que é controlado por apenas um órgão, e isso facilita bastante. Aqui no Brasil, cada estado controla o seu radar e, em um momento de crise, fica difícil coordenar todo mundo", comparou.

O presidente do Serviço Geológico do Estado do Rio, do Departamento de Recursos Minerais, Flávio Erthal, considerou uma catástrofe o que ocorreu na Região Serrana do Rio. De acordo com ele, o Brasil carece de instrumentos para medir esse tipo de fenômeno.

"Não temos estações meteorológicas na região onde houve a chuva forte. Da mesma forma que temos que dar prioridade para o emprego e para o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], temos que dar também para a questão dos desastres naturais", defendeu Erthal.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Reprodução

2010 é o 2o ano mais quente já registrado, diz estudo

2010 é o 2o ano mais quente já registrado, diz estudo

REUTERS

Por Gerard Wynn e Alister Doyle

LONDRES/OSLO (Reuters) - O ano passado foi o segundo mais quente, atrás somente de 1998, num histórico iniciado em 1850, disse o diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Grã-Bretanha, Phil Jones, nesta quarta-feira.

A unidade de pesquisa britânica, que analisa dados em conjunto com o Met Office Hadley Centre, é um dos três principais grupos do mundo que acompanham o aquecimento global. Na semana passada, os outros dois, ambos sediados nos Estados Unidos, afirmaram que 2010 havia empatado na posição de ano mais quente já registrado.

Os dados britânicos mostraram que todos os anos da década passada, exceto por um, estão entre os 10 mais quentes desde 1850, o que sinaliza uma tendência de intensificação do aquecimento associada às emissões humanas dos gases-estufa, disse Jones à Reuters.

'Todos os anos de 2001 a 2010, à exceção de 2008, ficaram no top 10', afirmou ele.

O combate à mudança climática sofreu um revés com a crise financeira, que reduziu o financiamento a projetos de energia renovável e atrapalhou as iniciativas para se chegar a um novo acordo climático global para substituir o Protocolo de Kyoto em 2013.

Os novos dados parecem reforçar as evidências de mudança climática provocada pelo homem, depois que o vazamento de emails, incluindo alguns da unidade de pesquisa britânica, ter mostrado que em 2009 climatologistas 'editaram' algumas dúvidas. Os erros cometidos pelo painel climático da Organização das Nações Unidas (ONU) também exageraram a velocidade do degelo das geleiras do Himalaia.

O ano passado ficou 0,498 grau Celsius acima da média do período de 1961 a 1990, indicaram os dados da Unidade de Pesquisa Climática britânica e do centro Hadley, em comparação com o 0,517 grau de 1998. O ano que ficou mais perto de 2010 foi 2005 - 0,474 grau mais quente do que a média de longo prazo.

Hotel feito de lixo é aberto em Madri

Hotel feito de lixo é aberto em Madri

BBC Brasil

"Hotel de lixo"

Ambientalistas abriram na quarta-feira um hotel todo feito com lixo retirado de praias de países europeus na capital da Espanha, Madri.

O objetivo da Organização Save the Beach - em português, Salve a Praia - é chamar a atenção para o problema de sujeira nas praias.

'Qualquer um que vá à praia pode deixar três ou quatro guimbas de cigarro e uma lata de Coca-Cola. Se isso for multiplicado por 47 milhões de espanhois ou 300 milhões de europeus ou 6,5 milhões de pessoas no mundo, pode-se ver para onde estamos caminhando', afirmou o cofundador da campanha, o espanhol Fernando Godoy.

O hotel foi feito com sujeira catada na Espanha, França, Itália e Bélgica

O hotel tem apenas cinco quartos e foi projetado pelo artista alemão HA Schult especialmente para a campanha.

A turista Virginia Moreno afirmou que, apesar de ser feito com lixo, não se sente qualquer cheiro ou desconforto.

'É mais aceitável do que se imagina à primeira vista', disse.

Durante o dia, o hotel é aberto à visitação pública. À noite, recebe os hóspedes que ganharam diárias em sorteios na internet.

A construção feita com lixo coletada na Espanha, Itália, Bélgica e França fica em Madri até o dia 23 de janeiro, durante a duração de uma feira de turismo da cidade.

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Cientista propõe que humanos comam insetos como fonte alternativa de proteína

Cientista propõe que humanos comam insetos como fonte alternativa de proteína

BBC Brasil

"Foto: Reuters"

Insetos também são ricos em ácidos graxos essenciais e vitaminas

Um insectólogo holandês vem fazendo uma campanha para convencer o mundo ocidental a adotar um costume que, segundo ele, é bastante comum nos trópicos: comer insetos (prática conhecida como entomofagia) como fonte alternativa e sustentável de proteína.

A proposta de Arnold van Huis, detalhada em artigo publicado na revista The Scientist, não é nova.

Em 1885, o insectólogo britânico Vincent M. Holt escreveu um pequeno livro intitulado Why not eat insects? (em tradução livre, por que não comer insetos?).

Os argumentos dos dois especialistas, no entanto, ganham força num momento em que o mundo procura soluções para a crise dos alimentos.

Na Grã-Bretanha, um estudo sobre alimentos e o futuro da agricultura encomendado pelo governo e divulgado nesta semana pede ação urgente para evitar a fome global.

Segundo o relatório, dentro de 20 anos, serão necessários 40% mais alimentos, 30% mais água e 50% mais energia para suprir as necessidades da população do planeta.

O sistema atual de produção, além de não ser sustentável, não será capaz de suprir a demanda, argumentam os autores do estudo, realizado pelo centro de estudos Foresight.

Relatórios como esse tendem a ser usados como base para argumentos a favor do uso de técnicas de engenharia genética para produzir alimentos.

A saída oferecida por van Huis, da Wageningen University, na Holanda, é mais direta e evita a questão polêmica dos transgênicos.

Nutritivos

Em entrevista por e-mail à BBC Brasil, o insectólogo não quis recomendar um inseto em especial, dizendo que tudo depende da forma como são preparados.

Ele disse que algumas espécies têm sabor semelhante ao das oleaginosas (como o gergelim, por exemplo) e ressaltou que nem todas as espécies são comestíveis, já que algumas são venenosas.

'Insetos venenosos são consumidos nos trópicos, mas a população local sabe como lidar com isso, removendo o veneno', explicou.

Quanto ao seu valor nutritivo, a carne do inseto é comparável às tradicionais, como a de porco, vaca, carneiro e peixe.

Segundo van Huis, o conteúdo proteico de um inseto varia entre 30 e 70%, dependendo da espécie.

Eles também são ricos em ácidos graxos essenciais e vitaminas, especialmente as do complexo B.

Em seu artigo, o insectólogo diz que mais de mil espécies de insetos são comidas nos países tropicais, entre elas, larvas de borboleta, gafanhotos, besouros, formigas, abelhas, cupins e vespas.

E as baratas? Elas também são comestíveis?

Van Huis disse à BBC Brasil que, em suas viagens, nunca viu ou ouviu relatos de pessoas comendo baratas. Mas acrescentou:

'Um colega, que está fazendo um inventário de insetos comestíveis, encontrou baratas comestíveis'.

Em seu artigo na revista The Scientist, Van Huis escreve, no entanto, que os ocidentais se enganam quando pensam que os povos dos trópicos comem insetos porque estão passando fome.

'Pelo contrário', ele diz. 'Um petisco de inseto é com frequência considerado uma iguaria'.

Este seria o caso, no Brasil, da formiga tanajura. Segundo especialistas brasileiros, essa formiga, fêmea ovada das saúvas, é considerada uma verdadeira guloseima no Brasil.

Crise da Carne

Segundo o insectólogo, o consumo mundial de carne quase triplicou desde 1970 e deve dobrar até 2050.

Ele diz que 70% da terra cultivada já é usada para alimentar rebanhos. Van Huis diz que uma intensificação ainda maior na pecuária em escala industrial poderia aumentar os custos para o meio ambiente e para a saúde.

Criações de rebanhos de grande densidade favorecem o surgimento de doenças.

Rebanhos consomem grandes quantidades de água e emitem grandes quantidades de gases responsáveis pelo efeito estufa - como o gás metano, por exemplo.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), as criações de rebanhos respondem por 18% das emissões desses gases.

Cupins, baratas e certas espécies de besouro também produzem metano, mas a maioria dos insetos comestíveis, não.

E a carne de insetos ainda apresenta uma outra vantagem em relação à carne tradicional, explica van Huis.

'Eles convertem o alimento em massa corporal de maneira mais eficiente', diz o especialista. 'Para produzir 1 kg de carne, grilos precisam de 1,7 kg de alimento. Muito menos do que o frango (2,2 kg), o porco (3,6 kg), o carneiro (6,3 kg) e a vaca (7,7 kg).

Portanto, por que não comer insetos? - ele pergunta.

E conclui seu artigo sugerindo que governos e empresas deveriam explorar o incrível potencial dos insetos como fonte de carne, promovendo essa indústria. 'No sul da África', ele diz, 'este já é um negócio de US$ 85 milhões'.

Brasil

Em declaração à BBC Brasil, o biólogo Eraldo Medeiros Costa Neto, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, disse concordar positivamente com a proposta de van Huis.

'No entanto, muitas espécies de insetos apresentam compostos farmacologicamente ativos e, assim, os efeitos tóxicos potenciais dos insetos comestíveis precisam ser investigados com mais atenção', acrescentou.

Costa Neto explica que a FAO está realizando um inventário das atividades relacionadas ao consumo de insetos pelo homem.

'A FAO acredita que o papel específico dos insetos comestíveis e seu potencial na segurança alimentar, qualidade dietética e alívio da pobreza está severamente subestimado', diz o biólogo.

'Com esse inventário, será formulada uma estratégia para promover o consumo de insetos em nível mundial'.

Pesquisas feitas por Costa Neto no Brasil revelaram que insetos fazem parte da dieta de vários grupos indígenas, comunidades urbanas, populações ribeirinhas do Amazonas, grupos de pastores e de pescadores e comunidades afro-brasileiras.

O cardápio desses grupos inclui pelo menos 135 tipos de insetos.

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Futuro de vinícolas do planeta 'depende de novas variedades de uva'

Futuro de vinícolas do planeta 'depende de novas variedades de uva'

BBC Brasil

"Uvas"

Pesquisadores pesquisaram genoma de mais de mil tipos de uvas

O futuro das vinícolas do mundo depende do desenvolvimento de novas variedades de uvas, dizem cientistas.

E segundo eles, mapas do genoma da uva poderão ser úteis nesse sentido.

Pragas que atacam as plantações são um problema constante para vinicultores, ainda assim, novas leis deverão proibir o uso de certos pesticidas.

Pesquisadores americanos mapearam o genoma de mais de mil amostras de uvas.

Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os especialistas dizem que esse tipo de conhecimento abre caminho para a criação de variedades de uva resistentes a doenças.

As variedades de uva cujo vinho nós gostamos de beber - merlot, chardonnay, semillon ou riesling, por exemplo - foram, de maneira geral, desenvolvidas a partir de uma espécie, a Vitis vinifera.

Acredita-se que esta uva tenha sido 'domesticada' há cerca de cinco mil anos, em uma região próxima do que hoje é a Turquia.

Desde então, a espécie se tornou o pilar da fabricação do vinho em lugares tão distantes um do outro como Austrália, Chile, Estados Unidos e África do Sul.

A Vinifera foi manipulada para produzir centenas de variedades, pretas e brancas, mas as uvas pertenciam à mesma espécie, com poucos cruzamentos entre variedades diferentes.

'(Cruzamentos entre diferentes variedades) parecem ter sido feitos em grau extremamente limitado', disse Sean Myles, principal autor do estudo.

'Quando encontramos bons cultivos que funcionavam para nós, passamos a adotá-los e eles se tornaram alvos para patógenos (organismos causadores de doenças)', disse Myles à BBC.

Myles trabalha na Stanford University School of Medicine, na Califórnia, mas desenvolveu esse projeto na Cornell University, em Nova York.

Fungicidas

As uvas viajaram da Europa para o mundo. As pragas, por sua vez, viajaram na direção oposta.

Uma delas, o míldio da videira, por exemplo, surgiu na América do Norte.

As uvas vinifera não têm resistência natural contra essa praga. Só na Austrália, o combate a ela custa por volta de US$ 100 milhões por ano.

O dinheiro é gasto em fungicidas usados para proteger as videiras.

Nos Estados Unidos, 70% dos fungicidas usados na agricultura são borrifados nas plantações de uva.

Mas à medida que a União Europeia - que produz 70% do vinho do mundo - tenta melhorar o impacto negativo do seu setor agrícola sobre o meio ambiente, o bloco tenta reduzir também o uso dessas substâncias químicas.

Por exemplo, uma proposta da Comissão Europeia em consideração no momento restringiria o uso de pesticidas em culturas 'não essenciais' a partir de 2013.

Cientistas de várias instituições vêm tentando desenvolver novas variedades de uvas que sejam imunes a infecções, seja por meio de cruzamentos com espécies resistentes ou através da manipulação de genes que tornam as plantas suscetíveis a infecções.

Mas técnicas convencionais de cruzamento custam caro e dão muito trabalho.

As novas plantas demoram entre três e quatro anos para dar frutos.

Só então o vinho pode ser feito, provado e avaliado para que os vinicultores decidam se o produto é viável.

Mesmo quando o vinho é aprovado, não há garantia de que o consumidor vai gostar do novo produto em relação às suas variedades preferidas.

A equipe de especialistas mapeou os genomas de mais de mil amostras de uvas, associando a presença de 'marcadores' genéticos (sequências de DNA) a traços como acidez, quantidade de açúcar ou resistência a doenças.

'Se você conhece os marcadores genéticos associados a essas características, pode plantar mudas, analisar seus DNAs assim que obtiver o primeiro fragmento de folha e dizer, por exemplo: vamos manter esses cinco porque sabemos que seus perfis genéticos estão associados aos traços em que estamos interessados', disse Myles.

'Isso vai economizar uma quantidade imensa de tempo e dinheiro'.

'Você precisa ter dados de genomas de muitas plantas individuais', acrescentou. 'Por outro lado, isso está ficando cada vez mais barato, então, comparado ao método que usamos, você pode fazer a mesma coisa cem vezes mais barato'.

Embora fatores comerciais tendam a fazer da produção de vinhos uma profissão conservadora, ele disse que a mudança precisa acontecer.

'Não podemos apenas seguir usando as mesmas variedades de cultivo nos próximos mil anos'..

A boa notícia é que mais experimentação deve, em princípio, resultar em uma variedade maior de vinhos.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Continuação dos e-mails que recebi ;)

09 de dezembro de 2010, Cancun, México
Resumo da situação atual

Estes últimos dois dias das negociações foram como uma montanha russa. Momentos de esperança com relação a avanços são seguidos por momentos quando as negociações travam. Os temas mais urgentes até o momento são o Segundo Período de Compromisso do Protocolo de Kyoto, o estabelecimento de um fundo climático para os países em desenvolvimento e a implementação das promessas:

Kyoto – É fundamental que o Japão esteja de acordo com o Segundo Período de Compromisso porque sem ele, muito do avanço que se alcançou, incluindo os Estados Unidos dentro de um acordo legalmente vinculante, estará perdido. Kyoto é o único tratado climático legalmente vinculante que existe. Uma proposta dos pequenos Estados insulares (AOSIS), da União Européia e Costa Rica com relação a um acordo sobre ação de cooperação de longo prazo (que inclui a todos os países) na COP-17, no próximo ano em Durban, África do Sul poderia quebrar o bloqueio. Se pudermos chegar a este compromisso, então o Japão teria suficiente espaço para aceitar a continuação das negociações sobre Kyoto.

Fundo Climático – O South Centre acabou com as expressões complexas e a terminologia legal ontem, dia 8, com uma mensagem simples “6 palavras que poderiam levar as negociações para frente para os países em desenvolvimento” – Concordamos com o estabelecimento do fundo. É fácil assim, mas os negociadores que não acreditam em um resultado positivo gostam de complicar as coisas. Tudo que os países desenvolvidos têm que fazer é manter as suas promessas e estabelecer o fundo, outros detalhes podem ser resolvidos mais tarde.

Mitigação – Os ministros estão brigando para transformar os compromissos do Acordo de Copenhague em alguma decisão. Enquanto os compromissos não são suficientes, devem estar vinculados aos processos no âmbito da ONU, ao mesmo tempo em que um processo de revisão deva ser garantido para encontrar as diferenças entre o que foi prometido e o que seria necessário.
O que está acontecendo?
Não todas as noticias dos Estados Unidos são negativas, que poderiam atrair 342 bilhões de dólares em projetos de investimento de energia limpa para a próxima década, conforme o informe Global Clean Power, lançado pela Fundação PEW. Os Estados Unidos estão entre os três membros do G-20 que podem ganhar mais na implementação de políticas fortes de energia limpa. Gostaria de adicionar que – provavelmente - também têm muito a perder com a inação com relação às mudanças climáticas.  
No sábado, os governos locais avançaram muito, quando o Órgão Subsidiário de Implementação (SBI – por suas siglas em inglês) adotou de maneira oficial o conceito de “Atores governamentais (governmental stakeholders)”, pela primeira vez na historia da UNFCCC. Significa que o trabalho que desenvolvemos em nossas cidades, povos, comunidades para reduzir a pegada ecológica terá um impacto direto na UNFCCC.


América Latina na COP
Pablo Solón, Chefe da Delegação da Bolívia denunciou a negociação de um texto sobre os direitos dos povos indígenas na luta contra as mudanças climáticas, afirmando que deveria ter sido tratado em uma reunião formal, com representantes de todos os países.
http://www.milenio.com/node/596863
A temperatura da América Latina aumentará, com grande probabilidade, de 2 a 4º nos próximos cem anos, como conseqüência das mudanças climáticas, e poderá causar graves impactos devido ao aumento do nível do mar. A América Central perderá 58% de sua biodiversidade, alertou a Comissão Econômica para América Latina (CEPAL).
http://www.prensalatinalasvegas.com/2010-12/09-40153.htm


Parceiros em ação
Cinco acordos-chave para o sucesso em Cancun: WWF
O WWF pede claridade e compromisso aos dirigentes reunidos em Cancun para que se produzam avanços significativos que devolvam aos cidadãos a credibilidade nos seus governos para enfrentar a luta contra as mudanças climáticas.
http://live.tcktcktck.org/2010/12/cinco-acuerdos-cruciales-para-el-exito-en-cancunwwf/
Uma imagem diz mais que mil palavras
A 350.org organizou uma ação para mostrar como alguns países bloqueiam o processo de negociação, enquanto outros negociam pela sua sobrevivência.
http://live.tcktcktck.org/2010/12/1960/
Veja representantes de países insulares negociando em uma mesa que afunda nas ondas de Cancun:
http://www.350.org/en/about/blogs/negotiating-survival-cancun 
Photos: http://www.flickr.com/photos/350org/sets/72157625437524107/detail/
Veja mobilização da Via Campesina:
http://www.youtube.com/watch?v=sOp6Ny8lpNg

Mensagem do Dia
O Japão deveria abandonar a sua postura estúpida com relação a Kyoto, a União Européia deve deixar de se comportar como se não tivesse nada a ver com estas negociações. Os Estados Unidos, Canadá e Austrália devem assumir o fundo climático. Todos podem ter benefícios e mostrar liderança, pelo menos se não pretendam prejudicar as suas próprias economias, já que China e Índia podem dominar o mercado da energia limpa durante a próxima década – são esperadas US$2.3 trilhões de investimentos privados em energia limpa.

O que você pode fazer?
Veja o planeta formando um grande mosaico com as ações de todo mundo criado pelo projeto mosaic:earth #tcktcktck
http://bit.ly/9Lf5cP. mosaic:earth é uma ação global de #tcktcktck que mostra as ações das pessoas na busca de um acordo climático justo, ambicioso e vinculante http://bit.ly/9Lf5cP
O clima não discrimina, #tcktcktck e Greenpeace, mostram as graves conseqüências de não chegar a um acordo o mais rápido possível. http://bit.ly/enRfkF 
Outras informações

Reunião com Evo Morales – O Dialogo Es-Mex e a Via Campesina realizaram uma reunião com Evo Morales, Presidente da Bolívia, para falar sobre a aliança estratégica entre povos e governos do mundo, além de promover a aplicação do segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto.
http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2010120908
Christiana Figueres pede “dobrar os esforços no último quilometro" da COP16: A Chefe das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas sinalizou que existe vontade política para avançar nas posições, assim como um intercambio aberto nas consultas ministeriais, incluindo a possibilidade de chegar a uma conciliação política na implementação das propostas de mitigação realizadas em 2010. http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2010/12/09/pide-figueres-201credoblar-esfuerzos-en-el-ultimo-kilometro-de-cop16

Criado grupo plural e inclusivo na COP-16: O México decidiu criar um grupo plural e inclusivo de 50 países que participarão dos processos formais de negociação, para destravar temas como Financiamento e Mitigação na COP16.http://www.yucatan.com.mx/20101208/nota-18/46130-acuerdan-la-creación-de-grupo-plural-e-incluyente-en-la-cop-16.htm