domingo, 20 de março de 2011

Telhado Verde é um dos itens que mais contribuem para a certificação Leed

Telhado Verde é um dos itens que mais contribuem para a certificação Leed

Quem acompanha o EcoD ainda se lembra de matéria recente sobre Stuttgart, cidade alemã que tem 60% de cobertura vegetal, no intuito de coibir as chamadas "ilhas de calor". A instalação de telhado verde é um dos fatores mais levados em conta pela certificação Leed (Leadership in Energy and Evironmental Design). Por essa razão, a Associação Telhado Verde (ATV Brasil) e o Green Building Council (GBC Brasil) firmaram uma parceria que busca incentivar essa prática aqui no Brasil.

O acordo prevê uma adaptação dos critérios do Leed à realidade socioambiental brasileira. A parceria também projeta uma participação ativa da ATV nas construções sustentáveis no Brasil, o que inclui escolas e casas.

Segundo o presidente da GBC Brasil, Marcos Casado, os projetos que pretendem obter a certificação recebem pontos de acordo com as características da construção. A entidade cadastra e audita os empreendimentos que desejam o selo Leed.

De acordo com o presidente da ATV, João Manuel Feijó, a iniciativa mais valiosa é o telhado verde: "Nenhuma ação sozinha pontua tanto na certificação", destacou ao blog Planeta, do Estadão.com. Bons motivos não faltam nesse sentido, pois os telhados verdes ajudam a melhorar a qualidade do ar da cidade, capturam dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, aprimoram a climatização do prédio, a drenagem de águas de chuvas e a biodiversidade urbana.

Atualmente, cerca de 200 edifícios contam com o selo Leed no Brasil. A maioria deles é composta por prédios comerciais, tais como o complexo Rochaverá e o Eldorado Business Tower, ambos em São Paulo. Este último é o único do país a obter a certificação Platinum, considerada a mais elevada. Criada em 1998 pelo GBC norte-americano, a classificação já foi concedida a 14 mil empreendimentos em todo o mundo.

A certificação tem cinco critérios principais: áreas sustentáveis, eficiência no uso de água, energia e atmosfera, materiais e recursos e qualidade ambiental interior. De acordo com a pontuação em cada categoria, a certificação pode variar em quatro níveis de excelência: certificação padrão, Silver, Gold e Platinum.

Stuttgart é modelo em telhados verdes

A prefeitura de Stuttgart investe desde os anos 1980 em uma rede de cinturões verdes, nos quais o plano diretor proíbe edificações, que funcionam como "corredores" de vento, atrapalhando a circulação do ar. Mesmo fora dos cinturões, a malha verde abrange ruas, trilhos de trem, parques públicos, telhados de casas e edifícios. O principal objetivo é evitar a concentração de ar quente e de gases do efeito estufa.

A lei ambiental da capital do Estado de Baden-Württemberg, no Sudoeste da Alemanha, protege 39% da área de Stuttgart, onde são proibidas novas construções. Ao todo, a cidade dispõe de 5 mil hectares de florestas, 65 mil árvores em parques e 35 mil nas ruas, 300 mil metros quadrados de telhados verdes e 32 quilômetros de trilhos de bonde onde, a partir de 2007, foi plantada grama.

Interessados em se cadastrar na ATV Brasil devem entrar em contato através do site da instituição.

Foto: 416style

Gráficos para entender a evolução da crise nuclear no Japão

Gráficos para entender a evolução da crise nuclear no Japão  1
Gráfico do El Mundo. Para interagir, clique aqui. Imagem ©ElMundo.es.
Menos de uma semana depois de o terremoto de 8,9 graus e o tsunami
atingirem o Japão, suas consequências ainda estão em andamento, com boas e más notícias.
O lado positivo é que as
rigorosas normas de construção do Japão ajudaram a reduzir o número de vítimas, enquanto a comunidade internacional continua enviando ajuda por meio de diversas organizações internacionais e sistemas de doação encontrados neste artigo (em inglês).
Entretanto, todas as atenções se voltam para a
situação da usina nuclear de Fukushima e o risco de ocorrer o pior desastre nuclear desde Chernobyl. Como entender e acompanhar o que está acontecendo no Japão?

Para entender os fatos, o jornal espanhol El Mundo criou um gráfico interativo que demonstra os danos causados aos reatores 1, 2, 3 e 4 da usina de Fukushima e como cada um deles funciona.

Gráficos para entender a evolução da crise nuclear no Japão  2
Gráfico do El Mundo. Para interagir, clique aqui. Imagem ©ElMundo.es.
Além disso, um grupo de voluntários da enciclopédia aberta Wikipedia está atualizando, minuto a minuto, uma
tabela com informações que chegam de diferentes fontes (em inglês). Os quadros explicam, de forma resumida, o grau de danos em cada reator, as medidas de redução de riscos e os níveis de radiação emitidos nos arredores.
Os dados são fornecidos pelo
Fórum Industrial Atômico do Japão, uma organização não-governamental que promove o uso da energia nuclear no país.
Um dos pontos principais desses quadros é a seção que se refere à integridade dos vasos de contenção ('Containment integrity'), já que evitam o vazamento de materiais radioativos. Pode-se ver que os vasos de contenção dos reatores 2 e 3 estão parcialmente danificados e que a radiação está em 1937 µSv/hora, nível que ainda não apresenta riscos à saúde.

Gráficos para entender a evolução da crise nuclear no Japão  3
Quadro sobre situação de Fukushima em 16.03.2011. Fonte: Wikipedia
Os esforços para impedir novos vazamentos continuarão nas próximas horas, e esses gráficos podem servir como guia para você acompanhar a situação em Fukushima.
(Texto: planet green
)

A crise de Fukushima deterá o avanço da energia nuclear

A crise de Fukushima deterá o avanço da energia nuclear?
Imagem: John /Creative Commons.

O Japão continua em estado de alerta devido aos
problemas na usina nuclear de Fukushima e ao risco de vazamento de radiação. Ontem, a Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou o nível de gravidade do desastre para 5 , o que significa que o acidente nuclear passa a ter “consequências de maior alcance” em vez de “consequências locais”. (nível 4).

Como comentamos há alguns dias, a situação
reacendeu dúvidas sobre a segurança da energia nuclear  e levou países como Alemanha, China e Venezuela a rever planos relacionados a esse tipo de energia.

No entanto, o desastre pode significar um divisor de águas no avanço da energia nuclear? Diante da tragédia, as reflexões sobre a viabilidade da energia nuclear tornam-se menos apaixonadas e mais pragmáticas.

Em artigo no Wall Street Journal, o colunista de negócios Alen Mattich afirma que mesmo se ocorrerem mortes por radiação em Fukushima, os números serão modestos se comparados às perdas provocadas pela mineração e pela indústria de carvão. Mattich também destaca que apenas uma usina foi danificada após o maior terremoto da história do Japão, e ainda assim, e apenas em seus sistemas de apoio. Entre as energias renováveis, a mais disseminada é a hidrelétrica em países com grandes cursos de água, mas as fontes solares e eólicas estão avançando de forma lenta e só poderiam substituir a energia nuclear, no mínimo, em uma geração, destaca o articulista.

Na mesma linha,
The Australian afirma que a crise japonesa pode ter algum impacto em países que ainda não têm centrais nucleares, mas onde já houver planos e projetos, só haverá um atraso – inclusive no Japão.

Em tom similar, mas não tão favorável à indústria nuclear, o conhecido jornalista ambiental inglês
George Monbiot defende no jornal The Guardian que, apesar dos riscos e problemas, a energia nuclear ainda é melhor que o carvão (principal fonte de emissões de gases que causam o aquecimento global).
"Temo a indústria nuclear como qualquer outro ecologista: todas as experiências demonstraram que, na maioria dos países, as empresas que a controlam são oportunistas cujo negócio nasceu como um subproduto das armas nucleares", afirma. "Mas apesar da força dos argumentos do movimento antinuclear, não podemos deixar que o sentimentalismo histórico nos impeça de ter uma visão mais ampla. Mesmo quando as usinas nucleares vão terrivelmente mal, provocam muito menos danos ao planeta e às pessoas do que as usinas de carvão operando normalmente".
Monbiot acrescenta que, na luta contra a mudança climática, descartar o uso da energia nuclear (que não gera emissões) não é uma opção, e defende regras claras sobre a origem e destino dos materiais e resíduos radioativos, assim como uma lista de “fornecedores limpos”.

Contra esses argumentos, a pesquisadora Natalie Kopytko – que estudou os efeitos de desastres naturais em usinas nucleares – posicionou-se contra o avanço desse tipo de energia em artigo no Guardian.

Segundo Kopytko, independentemente de como se construa uma usina, ela sempre precisa estar localizada em regiões costeiras ou próximas de grandes corpos d´ água, já que precisa desse recurso para funcionar e resfriar os reatores. Portanto, diante de grandes catástrofes, as usinas correm risco de inundar e sofrer falhas como as de Fukushima. Além disso, se as mudanças climáticas continuarem avançando, as tempestades serão muito mais violentas do que nos registros históricos usados para fazer os cálculos de segurança das usinas.

"Em Chernobyl, culparam os soviéticos e o projeto de seus reatores. A culpa de Fukushima será atribuída à escala do desastre e talvez ao projeto. A indústria nuclear mudará algum detalhe e nos garantirá que tudo ficará bem. […] Sempre que um acidente acontece, a culpa é de circunstâncias excepcionais. Qual será a próxima?”, questiona.

Poluição e lixo ameaçam crescimento, diz ministro chinês

Por Chris Buckley

PEQUIM (Reuters) - A China enfrenta graves sobrecargas ambientais e de recursos, que ameaçam sufocar o crescimento do país, disse o ministro do Meio Ambiente em um artigo publicado nesta segunda-feira.

Fazendo um alerta excepcionalmente duro, Zhou Shengxian disse também que seu ministério quer incluir avaliações sobre emissões de gases do efeito estufa no processo de aprovação de projetos de desenvolvimento.

Isso daria ao ministério mais influência sobre as questões climáticas, área hoje dominada por órgãos cujo principal interesse é estimular o crescimento industrial.

'Nos milhares de anos de civilização da China, o conflito entre humanidade e natureza nunca foi tão sério quanto hoje', disse Zhou no ensaio publicado no jornal oficial do seu ministério.

'O esgotamento e exaustão dos recursos, e a deterioração do meio ambiente se tornaram sérios gargalos restringindo o desenvolvimento econômico e social.'

No domingo, o primeiro-ministro Wen Jiabao já havia dito que a China precisa buscar um crescimento menos acelerado e mais limpo.

Quando as energias renováveis poderão ser as principais no planeta?

Iate PlanetSolar, em Cancun, não requer combustível nem velas pois sua propulsão é obtida a partir dos 500 painéis de luz solar que lhe proporcionam a suficiente energia para se movimentar // EFE(EFE)

EFE

Um polêmico estudo elaborado pelos pesquisadores Mark Z. Jacobson e Mark A. Delucchi, da Universidade da Califórnia-Davis e publicado na revista "Energy Policy", assegura que 100% da energia consumida no planeta poderia ser obtida de fontes completamente limpas e renováveis em um prazo de três ou quatro décadas.

No relatório se assevera que esta energia teria um custo comparável ao da energia convencional que utilizamos na atualidade, e consideram que a conversão ao novo sistema seria um desafio como o do projeto Apolo, com o qual fomos à Lua na década de 1960.

O projeto consiste na utilização de 90% da eletricidade procedente das fontes eólicas e solares. O resto da energia necessária, 8%, poderia ser gerada a partir das fontes geotérmicas e hidroelétricas, enquanto os restantes 2% se extrairia da energia produzida pelas ondas e pelas marés.

No entanto, embora os dois cientistas tenham tentado dar resposta a muitas das dúvidas que se colocam no setor das energias renováveis, a controvérsia já está aberta: segundo alguns pesquisadores, esta é uma concepção otimista demais sobre o futuro das energias limpas.

Substituir o petróleo

Um funcionário de refinaria passa, de bicicleta, ao lado da unidade na China // EFE(EFE)

EFE

Para Antonio Chica, cientista titular do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) no Instituto de Tecnologia Química de Valência (Espanha), "é preciso ser muito prudente na hora de afirmar que podemos nos servir de energias renováveis no tempo que indica este relatório".

"Não se pode prever a provisão futura de petróleo, as altas de preços que possa ter ou os conflitos que se possam gerar em torno dele. Embora em questão tecnológica seja certo que, por exemplo, já há países que utilizam energia eólica ou solar que produz eletricidade em grandes quantidades e de uma maneira bastante fácil", diz.

Segundo Jacobson e Delucchi, os meios de transporte seriam movidos por energia elétrica procedente de renováveis, eliminando completamente a dependência do petróleo.

 

Veículo dotado com células de combustível sai de uma estação de abastecimento de Hidrogênio em Ulsan, a 400 Km a sudeste de Seul, na Coreia do Sul // EFE(EFE)

EFE

Carros, trens, navios seriam impulsionados por motores elétricos alimentados por pilhas de combustível, baseadas em hidrogênio obtido mediante eletrólises de água.

"Agora todas as grandes indústrias do automóvel estão trabalhando em alternativas que não utilizem petróleo e as alternativas são baterias e pilhas de combustível ainda em desenvolvimento. Essa pesquisa se deve a que a indústria é consciente de que o petróleo tem um tempo limitado", adverte o especialista espanhol.

"Mas para eles tanto faz que seja petróleo, hidrogênio ou qualquer energia renovável, o que lhes importa é que seja o mais barato e, por enquanto, o mais barato continua sendo o petróleo pela infraestrutura já existente que possui", comenta.

"O mercado não vai se movimentar porque se polui mais ou menos. Os Governos são os que teriam que direcionar o processo, assim como os níveis de poluição", também assevera o cientista.

Esta transição para estas novas formas de energia traz uma despesa de adaptação tecnológica, mas o mais espetacular deste estudo é que Jacobson e Delucchi opinam que não é preciso que desenvolvamos nenhuma nova tecnologia porque essas tecnologias já existem e se encontram disponíveis maciçamente.

Platina, material necessário e limitado

Foto aérea mostra os moinhos de vento de Belwind em um parque eólico marinho no litoral de Zeebrugge, Bélgica // EFE(EFE)

EFE

Segundo Antonio Chica, "no caso dos sistemas móveis, ou seja, meios de transporte, a implantação das energias alternativas é mais difícil, sobretudo por causa da tecnologia necessária para os automóveis, já que as pilhas de combustíveis têm muitos desafios pela frente".

Um deles é o uso, por enquanto necessário, da platina, tanto para as células fotovoltaicas das placas solares como para as pilhas de combustível.

"Não há platina suficiente para todos os carros que funcionam no mundo, levando em conta também que o parque automobilístico aumenta dia a dia", diz.

Jacobson e Delucchi apresentam um planeta semeado de sistemas eólicos e solares entre os quais se pudesse redistribuir a energia elétrica estacionária.

Recolher a que o vento produz durante a noite e a energia solar durante o dia, e aproveitar ao máximo os excessos de geração que se produzem em algumas regiões e poder enviar para outras com mais dificuldades para gerá-las.

Quanto à instalação de turbinas eólicas, um dos maiores problemas é a das grandes superfícies que são necessárias para sua instalação. O número delas que aparece no projeto é tão grande que seria preciso cobrir 0,6% da terra firme disponível.

Mas Jacobson também tem resposta para este problema e propõe que "a maioria da terra existente entre as turbinas eólicas possa ser utilizada para a pecuária ou a agricultura".

Além disso acrescenta outra alternativa: instalá-los sobre plataformas flutuantes no mar.

O cientista espanhol nos explica que neste sentido já estão sendo feitas pesquisas: "O número de turbinas eólicas e a área de superfície dependem da demanda que se queira cobrir".

"A Espanha nesse sentido é pioneira por que vai construir o maior aerogerador do planeta. A ideia é que, em vez de utilizar uma grande superfície com muitos moinhos se utilize um enorme que dê tanto serviço elétrico como um grande grupo deles. Mas também neste sentido é preciso continuar pesquisando", adverte.

Jacobson, reconhecido professor de engenharia civil especializado em temas ambientais, finalmente assegura que não existem barreiras de caráter tecnológico ou econômico para substituir todas as fontes de energia que utilizamos na atualidade por outras que sejam limpas e renováveis, e que o maior desafio é superar as barreiras políticas que o impedem.

No entanto, há muito tempo estão sendo dados, embora tímida e lentamente, os primeiros passos. Como explica o pesquisador espanhol: "Há programas como os que estão sendo desenvolvidos nos Estados Unidos, nos quais estão sendo investidos milhões e milhões de dólares para tentar encontrar uma solução para essa energia elétrica que pode ser consumida como combustível, através das energias alternativas encaminhadas para prédios, lares, fábricas etc.

"Na Europa, o programa JTI (Joint Thecnology Initiatives) é um consórcio entre a União Europeia e diferentes empresas para apoiar e financiar todo tipo de projeto que tenha a ver com as energias renováveis aplicadas à produção de hidrogênio", completa.

Antonio está convencido de que os Governos e suas políticas estão cada vez mais conscientes da importância destes programas de pesquisa.

"Na Europa existe uma normativa denominada 202020, pela qual para o ano 2020, 20% de nossa energia deve proceder de energias renováveis", diz.

"Mas, eu não diria que até 2020 possamos estar nas condições previstas no relatório", conclui Antonio.

Cientistas estudam mecanismo do pulo do canguru

Cientistas estudam mecanismo do pulo do canguru

BBC Brasil

"Câmeras especiais capturaram movimentos de cangurus"

Uma equipe de cientistas britânicos, americanos e australianos está usando tecnologia de cinema para desvendar o segredo do pulo do canguru, explicando como se processa a ação motora do movimento.

O estudo está sendo feito em Brisbane, na Austrália.

Câmeras especiais capturaram movimentos de cangurus

As câmeras que capturam os movimentos dos animais são parecidas com as usadas na série de filmes Senhor dos Anéis, para criar o personagem Gollum.

Ao contrário do cinema, os cientistas fazem tudo ao ar livre e a nova câmera consegue usar infravermelho para registrar os movimentos, filtrando a interferência da luz do Sol.

Eles já descobriram que o canguru não muda a postura para pular, mas ainda vão analisar melhor os dados.

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O dia mais quente do ano

Se você é uma daquelas pessoas que reclamam todos os dias do calor, prepare-se para se queixar ainda mais. No próximo domingo, dia 20, a capital pernambucana terá o dia mais quente do ano. A temperatura máxima poderá ultrapassar os 36 graus Celsius, com sensação térmica acima dos 40. Esse ´calorão` é consequência de um fenômeno astronômico chamado equinócio, que a cada ano vem sendo potencializado pelo efeito estufa.


Arte de Greg/dp

A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa ´noites iguais`, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo, 12 horas cada turno. É um fenômeno em que o sol se posiciona perpendicularmente em relação à Terra, fazendo com que seus raios sejam distribuídos igualmente entre os hemisférios, entretanto, com mais incidência na região próxima a linha do Equador.
O equinócio ocorre duas vezes no ano. Uma em março, no dia 20, e a outra em setembro, dia 23. O fenômeno define as mudanças de estação. No Hemisfério Norte a primavera inicia em março e o outono em setembro. No Hemisfério Sul é o contrário, a primavera inicia em setembro e o outono em março. Como o Brasil está numa área tropical, essa passagem de estação não é bem definida.
A coordenadora do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), Francis Lacerda, alerta para a principal consequência do fenômeno no estado, a alta elevação da temperatura. ´O equinócio é o momento em que a Terra está mais próxima ao sol, por isso um aumento na temperatura da superfície terrestre, é natural`, disse. ´O que não é normal é esse calor acima dos 35 graus Celsius que vem aumentando nos últimos cinco anos`, completou.
Ainda de acordo com a coordenadora, o efeito estufa é o que vem contribuindo para o crescimento gradativo da temperatura. ´O calor não consegue se expandir para o espaço porque fica retido entre a atmosfera e a superfície por causa da ação de gases, como o carbônico` , explicou. ´Essa temperatura vem aumentando no estado nos últimos cinco anos`, alertou.
Assim como levou séculos para que a Terra atingisse esse nível de calor, também precisaremos de muitos séculos e mudanças de hábitos para que ele se reduza. ´A atuação humana, quase sempre sem preocupação ambiental, foi e está sendo decisiva para esse desequilíbrio. É preciso repensar tudo o que fazemos e como fazemos`, afirmou Francis Lacerda. A expectativa dos meteorologistas é que se não houver mudanças reais na humanidade, as temperaturas vão aumentar a cada ano.
"A atuação humana, quase sempre sem preocupação ambiental, agrava o desequilíbrio" Francis Lacerda, meteorologista, coordenadora do Lamepe