domingo, 22 de agosto de 2010

Seres mais antigos do planeta

Fotógrafa registra seres mais antigos do planeta




Do Deserto do Atacama, no Chile, ao Japão e Groenlândia, passando por paisagens submarinas na ilha de Tobago, a fotógrafa americana Rachel Sussman roda o mundo desde 2004 atrás de seres e organismos que, segundo ela, são os mais antigos do planeta.
O projeto começou com uma viagem de Sussman para registrar uma árvore que teria cerca de 2,2 mil anos, na ilha de Yokushima, no Japão. A partir daí, ela teve a ideia de catalogar espécies por sua longevidade.
"Os seres vivos mais antigos do mundo" (The Oldest Living Things, no título original) se transformou em uma exposição itinerante que também gira o mundo.
Sussman estabeleceu dois critérios para a escolha dos seres a serem fotografados: idade igual ou superior a 2 mil anos e vida ininterrupta durante este período.
O que começou como uma curiosidade da fotógrafa acabou virando um trabalho sério, com cientistas contactando-a para dar dicas sobre seres milenares.
Foi assim que ela chegou até a Llareta, no deserto de Atacama, uma espécie aparentada da salsinha que parece um tumor ou uma pedra verde brotando do solo.
Em uma viagem à Namíbia, Sussman clicou a planta welwitschia, uma espécie de árvore que só dá duas folhas e teria mais de 2 mil anos.
Exposta às violentas tempestades de areia do deserto, essas folhas são cortadas e acabam parecendo um emaranhado de fitas verdes.
O projeto levou Sussman ao Instituto Niels Bohr, em Copenhague, na Dinamarca, onde ela fotografou um grupo de actinobactérias que teria nada menos que meio milhão de anos e foi encontrado no solo congelado da Sibéria.


A fotógrafa americana Rachel Sussman roda o mundo desde 2004 atrás de seres e organismos que, segundo ela, são os mais antigos do planeta, como a llareta, uma espécie aparentada da salsinha encontrada no deserto do Atacama.






 
Em uma viagem à Namíbia, Sussman clicou a Welwitschia mirabilis, uma espécie que só tem duas folhas. Expostas a tempestades de areia, elas acabam parecendo um emaranhado de fitas verdes.




 
Este exemplar de baobá foi fotografado por Sussman durante uma viagem à África do Sul e teria mais de 2 mil anos, o que faz dele um dos mais 'jovens' da coleção de fotografias da americana.




 
Estes pinheiros bristlecone crescem nas montanhas da Califórnia, e acredita-se que tenham até 5 mil anos de idade. Apesar da longevidade, a espécie não cresce muito, devido às duras condições em que se desenvolve.




 
Para fotografar este coral cérebro, na costa da ilha de Tobago, próximo a Speyside, a fotógrafa teve que superar o medo do mar aberto e aprender a mergulhar. Acredita-se que ele tenha mais de 2 mil anos.




 
O projeto levou Sussman ao Instituto Niels Bohr, em Copenhague, na Dinamarca, onde ela fotografou um grupo de actinobactérias que teria nada menos que 500 mil anos e foi encontrado no solo congelado da Sibéria.




 
Este líquen r. geographicum teria mais de 3 mil anos e foi fotografado em Alanngorsuaq, na Groenlândia. A viagem foi uma dica de cientistas que trabalhavam no local.

Nenhum comentário:

Postar um comentário